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Dirigir cansado é tão arriscado quanto estar sob efeito de álcool

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Dirigir cansado é tão arriscado quanto estar sob efeito de álcool

Dirigir sob o efeito da fadiga é um problema sério que afeta a segurança nas estradas brasileiras. A combinação de longas jornadas de trabalho e o cansaço pode prejudicar a capacidade do motorista de manter a atenção, elevando o risco de acidentes. Um estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) apontou que a sonolência ao volante é a terceira maior causa de acidentes no Brasil, com um quadro ainda mais alarmante revelado por uma pesquisa da Denox, que indica que 60% dos acidentes rodoviários têm como origem a fadiga dos motoristas.

Os fatores humanos representam a maioria dos acidentes, e a fadiga é uma das principais causas. Adalgisa Lopes, especialista em segurança viária, alerta que 90% dos acidentes são influenciados por erros humanos, sendo o desgaste físico um dos gatilhos. A fadiga compromete a percepção de risco e reduz a tolerância à frustração, aumentando a irritabilidade e a impulsividade. Esses efeitos podem levar a consequências drásticas.

A psicóloga do trânsito Giovana Varonni destaca que a privação de sono também demonstra impactos cognitivos alarmantes. Por exemplo, permanecer acordado por 19 horas consecutivas pode reduzir o desempenho psicomotor a níveis equivalentes a uma alcoolemia de 0,05%. Após 24 horas sem dormir, esse número sobe para 0,10%, que é considerado crime no Brasil. Um fenômeno particularmente perigoso é o microssono, que pode durar de um a cinco segundos, durante o qual o motorista esteja clinicamente dormindo, mesmo com os olhos abertos. Em velocidade de 80 km/h, este breve instante significa que o veículo percorre quase 90 metros sem controle.

Esse problema é ainda mais crítico para caminhoneiros e motoristas de ônibus, que enfrentam a pressão por prazos e muitas vezes desrespeitam a Lei do Descanso. Diariamente, cerca de 280 motoristas são penalizados por violação a essa lei. Além disso, a infraestrutura de apoio é insuficiente, com apenas 139 Pontos de Parada e Descanso certificados em todo o Brasil, frente a uma malha rodoviária que abrange 75,8 mil quilômetros.

Para contornar a sonolência ao volante, algumas medidas podem ser úteis, embora sejam consideradas paliativas. Se notar os primeiros sinais de cansaço, como olhos pesados, a melhor decisão é não lutar contra o sono. Veja algumas dicas práticas:

  • Tenha petiscos à mão: Opções como biscoitos e chicletes podem ajudar a manter a atenção.
  • Bebidas com cafeína: Café e energéticos, consumidos com moderação, podem oferecer um impulso temporário.
  • Ajuste a posição do banco: Ficar em uma posição mais ereta pode contribuir para manter-se acordado.
  • Aumente o volume da música: Ouvir canções animadas pode manter seu cérebro ativo.
  • Deixe o vento entrar: Abrir a janela promove uma sensação de alerta.
  • Programe paradas: Faça pausas a cada duas horas em viagens longas, aproveitando para esticar as pernas e respirar ar fresco.

Essas estratégias podem ser eficazes, mas o principal alerta permanece: se a sonolência se intensificar, é fundamental parar em um local seguro o mais rápido possível. Um descanso de 20 a 30 minutos pode fazer toda a diferença na segurança do motorista e dos demais usuários das vias. Priorizar o sono e a segurança nas estradas é uma responsabilidade de todos.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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