Negócios

Determinada, dona de casa vence machismo e se destaca no agronegócio

Escrito por Vinnícius Lopes

 

Uma reportagem veiculada no Globo Rural deu uma lição de moral em muitos machistas e em outros que não percebem que quem tem determinação, tem tudo.

Até então dona de casa, Marlene Kaiut decidiu tomar uma atitude quando o marido decidiu abandonar a criação de gado de leite na fazenda da fazenda.

A propriedade, na família há mais de 60 anos, produzia 2.200 litros de leite por dia, em duas ordenhas. Marlene, que não tinha nenhum envolvimento com vacas decidiu que uma boa administração e um pouco mais de dedicação seria o suficiente para reverter a situação.

Seu primeiro desafio aconteceu logo no primeiro dia de trabalho: ao falar com um funcionário e contar que iria tomar conta da leiteria, ouviu um sonoro “Eu não obedeço ordem de mulher”.

Sem hesitar, ela demitiu o funcionário e no mesmo dia fez uma contratação que fez a diferença. “Esse funcionário não teve problema nenhum em me ensinar e ser mandado por uma mulher. Não teve dificuldade nenhuma”.

Formada em administração de empresas, Marlene montou um plano de trabalho, foi atrás de assistência técnica e de financiamento para melhorar a qualidade do rebanho e modernizar as instalações. Fez reformas, contratou um nutricionista para as vacas e colocou todos seus planos em ação. Seu rebanho, que era de 60 animais, passou para 200, com mais de 100 em lactação, quase tudo da raça Jersey.

“Para não perder tempo, depois da cobertura, as vacas fazem exame de ultrassom periodicamente. Assim dá para confirmar a prenhes e conferir o desenvolvimento do feto. O resultado é visto na hora da ordenha, que começa cedo. A higiene é impecável. Desinfecção de úberes, teste para mastite e equipamento lavado depois de cada animal ordenhado. Além de economizar tempo, como tem um índice muito baixo de contaminação, Marlene recebe mais pelo leite que entrega na cooperativa. Um bônus, que leva em conta também o teor de gordura, que é naturalmente maior nas vacas da raça Jersey. São 20 centavos a mais por litro”, detalhou a reportagem da Globo.

O marido, Anselmo, faz hoje o que realmente gosta.

Técnico em agropecuária, o marido ficou responsável pela parte agrícola da propriedade e participa da administração, atendendo a todos processos elaborados pela esposa.

Pela grande alavancada da fazenda, Marlene se destacou no agronegócio, ganhou prêmios e dá palestras para criadores e empreendedores. Com duas filhas e uma carreira pela frente, ela conta os planos para o futuro. “Quero fazer um confinamento um composto. Vamos ver futuramente o que vai ser melhor. Vamos chegar a 140 animais em lactação, que já é o nosso projeto, porque o nosso barracão já está pronto para o futuro, para 140 animais em lactação”.

Assista à reportagem aqui.

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Sobre o Autor

Vinnícius Lopes