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Crescimento da IA não substitui Google, mas reforça uso simultâneo entre usuários

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Crescimento da IA não substitui Google, mas reforça uso simultâneo entre usuários

A recente análise da Similarweb destaca a complexa relação entre a busca tradicional e as ferramentas de inteligência artificial (IA) como o ChatGPT, revelando informações cruciais para profissionais de marketing, agências e anunciantes. É essencial entender por que esse debate é relevante: a maneira como consumidores interagem com as plataformas de busca impacta diretamente as estratégias de visibilidade e conversão das marcas.

O estudo mostra que 95% dos usuários do ChatGPT continuam utilizando o Google, evidenciando que a busca não foi abandonada, mas sim complementada. Em termos de tráfego, a busca ainda conta com 3,3 bilhões de visitantes únicos mensais, enquanto as plataformas de chat de IA somam apenas 655 milhões. Essa disparidade sugere que, ao contrário do que alguns acreditavam, a adoção da busca por IA não eclipsou a pesquisa convencional.

Além disso, os dados sobre citações no ChatGPT revelam um panorama intrigante: apenas 6,8% das respostas da IA incluíam links externos, representando um crescimento significativo em relação a 1% no ano anterior. Isso significa que a maioria das respostas ainda não direciona os usuários para outros conteúdos, destacando a importância de criar estratégias de conteúdo que realmente engajem os consumidores.

Para os céticos da IA, a análise também traz à tona números que indicam um crescimento robusto na utilização das plataformas de inteligência artificial. As visitas mensais às plataformas de IA gerativa atingiram 9,5 bilhões, marcando um crescimento de 70% ano a ano. A demografia dos usuários também está mudando, com mais de 50% deles agora acima de 35 anos, desafiando a ideia de que a IA é uma tendência passageira consumida apenas pela geração mais jovem.

Uma questão central que emerge dessa discussão é a desconexão entre as citações e os cliques. A pesquisa revela que 65% dos URLs citados pelo ChatGPT estão em pastas profundas, mas mais de 58% do tráfego enviado de volta aos sites acaba na página inicial, em vez de nas páginas específicas citadas. Isso sugere que agências precisam repensar a forma como reportam o desempenho da IA, focando na jornada do usuário após o clique.

Diante disso, três mudanças na estratégia de marketing podem ser eficazes:

  1. Dividir os relatórios: É fundamental rastrear a taxa de citação juntamente com a profundidade das pastas como um indicador de performance. Acompanhar as páginas de destino e a conversão posteriormente deve ser um KPI separado para evitar confusões.

  2. Não tratar “visibilidade em IA” como uma categoria única: As diferenças no desempenho entre marcas dentro de categorias específicas são significativas. O índice de visibilidade da Similarweb revela como marcas distintas têm desempenhos variados.

  3. Alinhar o conteúdo ao público da plataforma: Os dados de afinidade mostram que os usuários de ChatGPT têm interesses muito diferentes dos usuários de outras plataformas. Criar conteúdo otimizado para todos ao mesmo tempo pode resultar em mensagens que não ressoam com ninguém.

Por fim, a análise de dados sugere que tanto os defensores quanto os críticos da IA podem se beneficiar ao entender a complexidade da interação entre busca tradicional e novos modelos. Em vez de se fixar em narrativas simplistas, as marcas mais bem-sucedidas serão aquelas que analisarem seus dados específicos e adaptarem suas estratégias de acordo com as necessidades reais de seus públicos.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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