Quando pensamos em um golfinho, podemos imaginar um belo animal entre as ondas do mar. No entanto, existem também golfinhos que vivem em rios, que preferem as águas doces e mais calmas. Nós falaremos sobre eles neste artigo.
Quais são os golfinhos que vivem em rios?
Eles são semelhantes aos do golfinhos que vivem no mar em termos de aparência e tamanho, mas diferem em termos de cor (mais rosa ou marrom) e do habitat que escolhem para viver. Vamos apresentar então os golfinhos que vivem nas águas dos rios:
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Golfinho-da-Amazônia
É conhecido como boto-cor-de-rosa e é famoso por ser rosa (como seu nome já diz).
Este golfinho, que vive na Amazônia – foto que abre este artigo – é o maior de toda a sua família de água doce: pode medir mais de dois metros de comprimento e pesar cerca de 185 quilos.
Os machos são até duas vezes maiores que as fêmeas.
Ele pode se mover pelas florestas alagadas sem problemas, graças a suas barbatanas peitorais bem preparadas e, também, graças às suas barbatanas dorsais.
Alimenta-se de peixes, incluindo piranhas e corvinas, bem como de caranguejos e tartarugas.
Pode mover sua cabeça de maneiras diferentes, já que ela não apresenta vértebras cervicais fundidas, como as espécies oceânicas.
A cor rosada que dá nome a essa espécie nem sempre é tão marcante, mas muda de tom de acordo com a idade e o sexo. No nascimento e até durante a juventude pode ser cinza escuro, depois passa para um cinza claro, e finalmente se torna rosa.
Os machos são ainda mais claros que as fêmeas.
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Golfinho do rio Araguaia
É outra das espécies de golfinhos de rio que vivem na América do Sul, especificamente na bacia dos rios Araguaia e Tocantins.
Em 2012, foi separado do rosa, depois de várias pesquisas e comparações da morfologia dos crânios: o do Araguaia tem uma cabeça maior e menos dentes do que seu parente amazônico.
Ainda não temos muita informação sobre o golfinho do Araguaia, cuja população é estimada em cerca de mil exemplares. Por isso, foi declarado em perigo de extinção. A principal ameaça é a criação de barragens ao longo do rio onde ele vive.
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Golfinho do rio Ganges
O golfinho-do-ganges ou shushuk, como os hindus o chamam, vive nos rios Ganges e Brahmaputra, bem como em seus afluentes.
Seu habitat compreende três países: Índia, Nepal e Bangladesh.

Quanto ao seu corpo, possui um focinho longo e pontudo (como os outros golfinhos de rio). Uma particularidade é que seus dentes permanecem visíveis mesmo quando está com a boca fechada. Sua cor é marrom, para poder se misturar às águas do rio.
Uma das características mais importantes desse golfinho é que ele é cego, pois carece do cristalino dos olhos.
Da mesma forma, e apesar do fato de que as águas onde vive são muito turvas, ele consegue detectar luzes.
Além disso, é orientado por meio de ecolocalização.
As fêmeas são maiores que os machos, a gestação dura cerca de 10 meses e os filhotes permanecem próximos da mãe por um curto período.
Todos se alimentam de carpas, bagres e camarões.
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Golfinho do Rio Del Plata
É conhecido como ‘la franciscana’ e habita o estuário do Rio da Prata e as costas do Oceano Atlântico, na América do Sul.
É outro dos pequenos golfinhos de rio (não ultrapassa 1,6 metros de comprimento, no caso dos machos, e 1,8 metros no caso das fêmeas).
Seu corpo é marrom acinzentado (como as águas) e a barriga é mais clara.

O golfinho do rio Del Plata vive cerca de 20 anos, alimenta-se de peixes, camarões, polvos e lulas. Seus principais predadores – tubarões e baleias assassinas – são encontrados em mar aberto, de modo que não se aventuram muito nas águas oceânicas.
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Golfinho Indo-fluvial
O último dos golfinhos de rio desta lista vive no Paquistão e em algumas áreas da Índia, onde compartilha o habitat com o do Ganges.
Também é cego, já que não possui lentes cristalinas e, para caçar e se mover, usa a ecolocalização.

Tem um longo focinho, seu corpo mede cerca de 2,5 metros e está em perigo de extinção, pois sua população não ultrapassa 600 exemplares. A construção de barragens ao longo do rio Indo é a principal causa de seu rápido desaparecimento: os indivíduos são isolados uns dos outros e nem sempre conseguem comida.
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