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Como as plataformas de anúncios diferem na contagem de conversões e seu impacto

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Como as plataformas de anúncios diferem na contagem de conversões e seu impacto

O entendimento das diferenças na contagem de conversões é crucial para empresas, agências e profissionais de marketing. As plataformas de anúncios como Google Ads, Meta e Microsoft frequentemente apresentam números divergentes sobre conversões, o que pode gerar confusões sobre a eficácia das campanhas. Enquanto plataformas de anúncios mostram números inflacionados, a realidade financeira pode não refletir essa otimização anunciada. Essa discrepância não é necessariamente uma questão de honestidade; trata-se de como cada plataforma contabiliza os dados.

Uma questão central é o incentivo que as plataformas têm em relatar mais conversões. Quanto mais impressionantes os números apresentados, maior a confiança que os anunciantes terão e, consequentemente, mais investimentos irão direcionar para essas plataformas. É nesse modelo econômico que as plataformas tendem a contar conversões de forma mais generosa, o que, em última análise, influencia as decisões das empresas.

O primeiro ponto a ser considerado são as janelas de atribuição. Por exemplo, o Meta conta conversões dentro de um intervalo de sete dias após um clique, enquanto o Google pode usar até 90 dias. Esse simples ajuste temporal já provoca grandes variações nos números apresentados. Além disso, o que cada plataforma considera uma interação varia significativamente: enquanto uma interação pontuada no Meta pode incluir visualizações de vídeos ou compartilhamentos, no Google e Microsoft normalmente só é considerada a ação de clicar no anúncio.

Outro fator a se observar são as conversões por visualização, presentes especialmente em campanhas do YouTube, onde as conversões podem ser contabilizadas mesmo sem cliques diretos no anúncio. Essa metodologia pode inflacionar os números, pois muitas vezes não haverá um registro preciso dessa interação nos sistemas comerciais ou de análise.

As metodologias de atribuição também divergem dentro da mesma plataforma. O Google emprega uma metodologia de atribuição baseada em dados que distribui o crédito por todos os pontos de contato do usuário, enquanto o Meta geralmente utiliza um modelo de último toque. Estas diferenças afetam diretamente os resultados reportados, mesmo quando a jornada do consumidor é idêntica.

Cada plataforma opera de forma isolada, resultando em números que não se alinham com o que pode ser observado em sistemas de análise, CRM ou comércio eletrônico, que enxergam toda a jornada do consumidor. O uso de dados modelados, em resposta às mudanças de privacidade, faz com que cada plataforma desenvolva suas próprias metodologias para atribuir conversões, o que adiciona mais um nível de inconsistência.

Entender essas nuances é fundamental, pois dados de conversão levam a insights, que geram decisões. Quando essas decisões são baseadas em dados mal interpretados, os resultados são prejudiciais. Portanto, é essencial que os profissionais de marketing não se deixem levar apenas pelos números apresentados pelas plataformas. Em vez disso, é preciso concentrar-se em indicadores como o valor do tempo de vida do cliente, custo de aquisição, margem de produto e qualidade de leads.

Para finalizar, a importante lição a se tirar é que, se os números das plataformas estão em ascensão, isso pode ser um bom sinal para os negócios, mesmo que essas métricas não sejam perfeitamente reconciliáveis. O foco deve estar em alimentar as plataformas com dados de negócios reais, permitindo que essas informações orientem a otimização de campanhas. Reconhecer as metodologias de contagem é o primeiro passo para transformar dados de performance em decisões estratégicas eficazes.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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