.ETC»Sustentabilidade»Cientistas decifram pela primeira vez o maior recife de coral no Atlântico

Cientistas decifram pela primeira vez o maior recife de coral no Atlântico

Resumir com:
Compartilhar:
Cientistas decifram pela primeira vez o maior recife de coral no Atlântico

Pela primeira vez, cientistas decifraram o código do maior recife de coral em águas profundas do planeta, um ecossistema de 2,6 milhões de hectares localizado a centenas de quilômetros da costa atlântica dos Estados Unidos. Essa descoberta é significativa não apenas pela dimensão da área, maior que o estado de Vermont, mas também pelos insights que poderá oferecer sobre um habitat marinho crucial, que continua a ser um mistério para a ciência.

A pesquisa, que utilizou tecnologia avançada de mapeamento em 3D, resultou de um esforço conjunto de diversas instituições ao longo de anos. De acordo com o oceanógrafo Derek Sowers, líder do estudo, esse trabalho ilustra o potencial quando se unem recursos e expertise: “Esse esforço estratégico plurianual e multiagencial é um exemplo perfeito do que podemos alcançar”.

Os dados utilizados foram extraídos de 31 estudos de mapeamento por sonar, permitindo aos cientistas classificar a parte mais extensa do recife como “Million Mounds” (Um Milhão de Montículos). Essa estrutura impressionante, composta predominantemente por corais pétreos, se estende por cerca de 500 quilômetros, com partes que atingem até 109 quilômetros de largura. O recife está situado entre 200 e 1.000 metros de profundidade, em águas com uma temperatura média de 4 graus Celsius. A área mapeada vai de Miami a Charleston, cobrindo o fundo marinho do Planalto de Blake, a cerca de 160 quilômetros da costa sudeste dos Estados Unidos.

Os pesquisadores identificaram um total de 83.908 cumes distintos de montículos de coral, evidenciando a vasta extensão desse patrimônio marinho ainda desconhecido. Em um comunicado de imprensa da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), foi destacado que corais de água fria, como os do recife, se desenvolvem em profundidades onde a luz solar é ausente e sobrevivem filtrando partículas biológicas. Esses corais atuam como engenheiros de ecossistemas, oferecendo abrigo, alimento e áreas de reprodução para uma infinidade de espécies marinhas.

Contudo, a descoberta também revela desafios. Tanto recifes de águas profundas quanto tropicais enfrentam ameaças significativas. A exploração de petróleo e gás, além das mudanças climáticas, estão colocando esses ecossistemas em risco, conforme ressalta o biólogo marinho Erik Cordes, coautor da pesquisa. Ele afirma que apenas cerca de três quartos do fundo do oceano foram mapeados em alta resolução, sugerindo que recifes ainda maiores podem estar escondidos nas profundezas.

Esse estudo não só amplia nosso conhecimento sobre o oceano profundo, mas também destaca a conexão e a resiliência das populações de corais. Compreender essas interrelações é fundamental para prever e reduzir os impactos das atividades humanas sobre esses ecossistemas vulneráveis. A continuidade das pesquisas e dos esforços de conservação se torna, portanto, essencial para garantir a proteção destes habitats marinhos cruciais.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

WordPressSEOMídia DigitalPublisher Relations