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Carregar carro elétrico na tomada comum pode causar incêndios e danos

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Carregar carro elétrico na tomada comum pode causar incêndios e danos

Mais de 200 mil carros 100% elétricos já estão em circulação pelas ruas do Brasil, e a frota de veículos híbridos, que inclui modelos convencionais, flex e plug-in, ultrapassa 620 mil unidades. Nos dois primeiros meses deste ano, cerca de 48.591 veículos eletrificados foram vendidos, resultando em um aumento significativo de 90% em relação ao mesmo período do ano anterior. Porém, a rápida expansão da frota de veículos elétricos expõe um problema crítico: a infraestrutura de recarga no país não está acompanhando esse crescimento.

Atualmente, o Brasil conta com aproximadamente 25 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga, o que representa cerca de 20 veículos por ponto. Essa realidade evidência um déficit significativo que precisa ser abordado com urgência. Para muitos motoristas, encontrar uma estação de recarga pode ser desafiador, levando-os a buscar soluções improvisadas.

Essas alternativas, como o carregamento em tomadas residenciais, podem ser prejudiciais. Segundo Andrey Nikollas Bucko, engenheiro eletricista, é importante ressaltar que carregar um veículo elétrico dessa forma deve ser a última opção. O uso de tomadas não apropriadas pode resultar em superaquecimento, incêndios, além de comprometer a infraestrutura elétrica da residência. Carros elétricos precisam de estações de recarga projetadas para suportar correntes altas, e as instalações domésticas frequentemente não estão preparadas para tal demanda.

O especialista alerta que oscilações de energia podem danificar componentes internos dos carregadores, resultando em falhas prematuras. O risco de sobrecarga também é significativo, pois pode afetar não apenas o carregador mas também as baterias e componentes eletrônicos do veículo. As baterias de veículos elétricos possuem um alto custo de substituição, e uma sobrecarga pode reduzir drasticamente sua vida útil ou até levar a falhas severas.

Para os motoristas que, de fato, não têm outra opção além do uso de uma tomada residencial, é essencial garantir que a instalação elétrica esteja protegida por um Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS). Esse equipamento é projetado para proteger tomadas e aparelhos conectados contra picos de energia e descargas atmosféricas. O DPS atua como uma barreira que desvia a sobretensão, evitando que a alta tensão atinja os equipamentos.

Há diferentes classes de DPS, sendo a Classe 1 a mais robusta, geralmente instalada na entrada da rede elétrica. Este dispositivo pode absorver surtos significativos de energia, direcionando o excesso para o sistema de aterramento e, assim, protegendo os equipamentos conectados. Bucko destaca que o custo de instalação do DPS é insignificante comparado ao valor de um carro elétrico, considerando os riscos envolvidos.

Em 2022, o Brasil registrou um aumento de cerca de 10% no número de incêndios causados por instalações elétricas inadequadas. Esses dados são reflexo de falhas estruturais e operacionais, além da falta de manutenção e não conformidade com normas técnicas, resultando em perdas que poderiam ser evitadas.

Ao considerar a crescente frota de veículos eletrificados, a importância de uma infraestrutura de recarga eficiente torna-se ainda mais evidente. Investir em soluções seguras e adequadas para a recarga de carros elétricos é crucial para garantir a segurança dos motoristas e a integridade das instalações elétricas.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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