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Relatório revela 15 falhas que contribuíram para queda do ATR 72-600 da Voepass

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Relatório revela 15 falhas que contribuíram para queda do ATR 72-600 da Voepass

Na recente investigação do acidente com o ATR 72-600 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) em agosto de 2024, o Cenipa identificou 19 fatores que contribuíram para a tragédia, que resultou na morte de 62 pessoas. Esse relatório de 266 páginas é crucial para o setor de aviação e segurança, destacando a importância da manutenção adequada e da responsabilidade na comunicação das condições dos veículos aéreos.

Dentre os fatores analisados, 15 foram confirmados como contribuintes para o acidente. Um dos mais críticos foi a manutenção deficiente da aeronave. O mau funcionamento do sistema de degelo na asa não havia sido registrado nos diários de bordo, impedindo que ações corretivas fossem tomadas. Sem essa documentação, o avião foi despachado para uma rota com previsão de gelo severo, colocando em risco a segurança de todos a bordo.

Outro ponto destacado foi a falta de processos organizacionais eficientes. A empresa coletava dados de desempenho, mas não os convertia em ações que poderiam evitar acidentes. Além disso, a falta de assessoria sobre as condições meteorológicas durante o voo mostrou uma falha grave no procedimento operacional.

A ação inadequada dos pilotos durante o voo foi determinante. Quando o alarme de estol soou, a reação da equipe foi puxar o manche para cima, uma ação contrária ao procedimento correto, que exigiria baixar o nariz da aeronave. Essa decisão comprometeu o controle do avião, levando-o a entrar em parafuso chato.

As falhas no planejamento de voo também foram evidentes. Informações sobre as condições meteorológicas foram desconsideradas por todos os envolvidos no processo de autorização do voo. O Centro de Controle, o despachante e o comandante não avaliariam corretamente os riscos, tornando a decisão de prosseguir com o voo ainda mais crítica.

O relatório não apenas visa identificar erros, mas também propõe recomendações para evitar futuros acidentes. Destacam-se quatro sugestões para a EASA (Agência Europeia de Segurança Aérea), incluindo a implementação de ações imediatas em resposta aos alertas do APM (Alarm Performance Monitoring) e a necessidade de revisar os procedimentos de voo em condições de gelo. Além disso, recomendações específicas para a ANAC incluem a verificação dos checklists utilizados pelos pilotos de ATR no Brasil.

O impacto dessas descobertas se estende a todos os envolvidos na operação e regulação aérea, uma vez que reforçam a necessidade de um rigoroso controle de manutenção e de uma cultura que priorize a segurança em todas as operações. Com um quadro mais claro das falhas e das ações necessárias, será possível promover mudanças que não apenas melhoram a segurança do transporte aéreo, mas também fortalecem a confiança dos passageiros.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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