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Brasil se torna maior importador de carros da China, com foco em elétricos

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Brasil se torna maior importador de carros da China, com foco em elétricos

O Brasil alcançou um marco importante ao se tornar, pela primeira vez, o maior importador de automóveis da China. De janeiro a maio deste ano, o país adquiriu US$ 5,2 bilhões em veículos chineses, sendo US$ 4,5 bilhões desses provenientes de modelos eletrificados. Essa mudança no cenário importador reflete uma nova dinâmica no mercado automotivo brasileiro, com implicações significativas tanto para consumidores quanto para as montadoras.

Esse desempenho tem um impacto direto nas operações de empresas, frotistas e oficinas. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o Brasil ocupava apenas a sexta posição com importações de US$ 2,1 bilhões, o aumento consolidou o país à frente de mercados tradicionais como Rússia, Bélgica, Reino Unido e Austrália.

Os dados da alfândega chinesa revelam que, entre os principais compradores, a Rússia ficou em segundo lugar com US$ 5 bilhões, seguida por Bélgica e Reino Unido, ambas com US$ 3,8 bilhões, e a Austrália com US$ 3 bilhões. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), ao longo do primeiro semestre, o Brasil importou US$ 5,35 bilhões em veículos eletrificados, que representam cerca de 15% de todas as importações brasileiras da China no período.

Os veículos eletrificados foram os grandes responsáveis por esse crescimento, com as importações de híbridos plug-in duplicando para US$ 2,79 bilhões. Os veículos totalmente elétricos quase quadruplicaram, acumulando perto de US$ 2 bilhões. Além disso, os carros híbridos saltaram da 25ª para a sexta posição entre os produtos mais importados da China, com um crescimento de 239% em valor.

Parte desse aumento foi impulsionada pela antecipação de embarques por parte das importadoras, em resposta ao aumento gradual das tarifas sobre veículos eletrificados, que passaram para 35% no início de julho. Antes, as alíquotas giravam entre 25% e 30%, o que levou os importadores a acelerar as compras nos primeiros meses do ano, visando evitar custos mais altos.

As barreiras comerciais adotadas por mercados como Estados Unidos e União Europeia contra os automóveis elétricos chineses também direcionaram um maior volume de exportações da China para o Brasil. Isso sugere que o mercado deve continuar aquecido, mesmo com a nova tarifa de importação. A expectativa é que os embarques se estabilizem no segundo semestre, e o volume anual de veículos chineses importados pode se manter próximo aos níveis atuais, possivelmente até crescendo.

Esses dados destacam a importância crescente do Brasil no comércio internacional de veículos, particularmente no segmento de automóveis eletrificados, e suas implicações para o futuro do mercado local. Para motoristas e empresas, é crucial estar atento a essas mudanças, que podem afetar preços, disponibilidade e a própria legislação de importação no país.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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