Tecnologia

BOE vence Samsung e lidera mercado global de displays em 2020

Por mais que a Samsung vença todas as batalhas quando o assunto é telas para smartphones, a guerra pela liderança do mercado de displays foi vencida pela BOE. A informação foi revelada pela empresa de pesquisa Qunzhi Consulting, que divulgou seus números nesta semana.

Em linhas gerais, o mercado de displays continuou crescendo em 2020 (+6%), uma vez que a remessa global chegou a 1,88 bilhões de painéis. Isso acabou beneficiando principalmente a BOE, que chegou a liderança do segmento vendendo 408 milhões de telas.

Com isso, a chinesa agora tem 21,6% de participação de mercado, com crescimento de 5,2% ao ano. Já a Samsung acabou ficando com a segunda colocação ao vender 370 milhões de painéis. Veja que o ranking se refere ao segmento de smartphones:

Números de 2020 mostram que BOE foi a maior fabricante de displays para celulares.

O ponto que mais chama a atenção nos números é que a Samsung detém 19,6% de participação de mercado e a sua queda chega a ser de 7% em relação a 2019.

Analistas de mercado acreditam que o desempenho da Samsung foi afetado pelo desligamento das fábricas de LCD. Atualmente, a sul-coreana aposta todas as suas fichas na tecnologia OLED.

Outra companhia que aparece na lista é a Tianma, que vendeu 194 milhões de telas e ocupa a terceira colocação global com 10,3% do segmento. Já a tabela abaixo mostra que a Samsung lidera o mercado de painéis OLED com incríveis 75,4%, ou seja, bem acima de qualquer concorrente.

Por enquanto, ainda é muito cedo para avaliar o desempenho das fabricantes em 2021. Mesmo assim, a expectativa é de que mais empresas comecem a usar telas OLED em seus celulares, algo que muito provavelmente favorecerá a Samsung no médio prazo.

Apesar da queda de remessas no mercado de chips, o segmento de displays continuou em alta durante 2020. A empresa de pesquisa acredita que as fabricantes acabaram optando por estocar peças para evitar o desabastecimento durante a pandemia.

Fonte: tudocelular via gizmochina


Créditos: Clã Cobra