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As guerras afetam os animais

Escrito por Escobar Dog

Quando imaginamos as ameaças que a vida selvagem sofre, pensamos em caçadores, poluição e desmatamento. Mas a verdade é que as guerras também afetam os animais, assim como outras atividades humanas, às vezes de maneiras que não podemos imaginar.

As guerras afetam os animais

A verdade é que quando há uma guerra, a vida selvagem e a natureza também são prejudicadas.

Um dos primeiros exemplos foi a Guerra do Vietnã, onde o Exército dos EUA varreu florestas inteiras com produtos químicos e “napalm” para encontrar e matar seus inimigos: a guerra exterminou 70% das aves e 90% dos mamíferos da região.

Outro exemplo famoso é o do bisão europeu, que, embora recuperado recentemente, foi extinto em liberdade devido à enorme pressão de caça que recebeu durante a Primeira Guerra Mundial.

A Guerra Civil de Ruanda, que deslocou dois milhões de pessoas, também destruiu a enorme herança natural da região.

Trezentos mil hectares de floresta foram arrasados ​​no Parque Nacional de Akagera, juntamente com praticamente todos os elefantes e outras espécies.

Mais recentemente, conflitos como o da Líbia ameaçaram gazelas, aves migratórias e até elefantes, cujo marfim financia a compra de armas.

Enquanto isso, no Afeganistão, o grou-siberiano e outras aves migratórias pararam de aparecer.

Então, vamos rever como as guerras afetam os animais através dos conflitos atuais.

Guerra entre Israel e Palestina

Um bom exemplo de como as guerras afetam os animais e o ambiente é o conflito gerado no Líbano.

Em 2006, o exército israelense explodiu dois tanques de petróleo que mancharam 90 quilômetros da costa libanesa de preto.

O desastre ambiental matou milhares de aves e comprometeu seriamente um dos últimos habitats de algumas tartarugas ameaçadas de extinção, como a tartaruga verde.

Outro exemplo é o abandono do zoológico de Gaza, onde centenas de animais como leões e crocodilos morreram de fome devido à falta de alimentos e ao abandono da área após a chegada das forças do Hamas.

Guerra da Síria

A guerra civil síria infelizmente semeia notícias ruins dia após dia nos noticiários do mundo todo.

Matou meio milhão de pessoas e é também um exemplo de como a guerra afeta os animais.

As florestas da fronteira turca, como a floresta Fronlok, estão à beira da extinção.

Recentemente, as notícias do ataque a Palmira viralizaram, mas poucos sabem que este era um dos últimos redutos do ibis hermit.

Uma fêmea desta espécie, Zenobah, era o último exemplar do íbis-eremita, que migrava entre a Síria e Etiópia para se reproduzir, e não foi mais vista desde que o ISIS assumiu o controle da região: perder seu material genético seria trágico para a espécie.

Conflitos do Saara e do Sahel

Esses conflitos africanos causaram enormes perdas em várias espécies de gazelas e antílopes, além dos elefantes africanos, que é um dos maiores exemplos de como a guerra afeta os animais.

Estima-se que 90% dos grandes vertebrados da região foram extintos ou praticamente desapareceram.

Mesmo espécies como a gazela comum não são mais vistas com frequência.

Além disso, a exploração de petróleo está causando a extinção do antílope adax.

Um estudo pioneiro conduzido por vários pesquisadores espanhóis propõe soluções para a conservação dessas espécies e exemplifica como a guerra afeta os animais de maneira imparável.

Guerras do congo

Se há um conflito que mancha a África com o sangue de pessoas e animais, são as guerras do Congo; a guerra mais desastrosa para a humanidade depois da Segunda Guerra Mundial.

rinoceronte e a guerra

Os guerrilheiros que participam dessa guerra são a principal razão pela qual os conflitos armados afetam os animais.

Eles compram armas com o dinheiro dos chifres de marfim, coltan ou rinoceronte vendidos para a medicina oriental.

É por causa dessa guerra que foram exterminados 90% dos elefantes africanos, para que pudessem vender seu marfim e se alimentarem de sua carne.

Já o rinoceronte branco do Norte foi recentemente extinto, uma verdadeira tragédia para a biodiversidade.

A situação é desastrosa em parques como Garamba, onde três mil elefantes morreram nos últimos dois anos. Em 1976, ainda havia 22 mil, enquanto atualmente há menos de dois mil exemplares.

Houve também a caça de espécies ameaçadas de extinção: o consumo da carne de grandes símios, como o gorila da montanha e o chimpanzé, fez com que essas espécies perdessem milhares de exemplares nos conflitos da África Central. macacos e a guerra

Guerrilheiros na Colômbia

Embora pareça ter acabado recentemente, o conflito contra as FARC e outras milícias financiadas por drogas cultivadas na selva teve um enorme impacto sobre a natureza da Colômbia.

Um exemplo disso é como o governo colombiano fumigou hectares de floresta para o fim das plantações, o que causou um enorme impacto nas áreas protegidas.

A mineração ilegal também financiou essas milícias, que fizeram minas de coltan e ouro a céu aberto, o que causou grande impacto na selva. 

O uso de mercúrio para extração afetou grandemente os rios, juntamente com a extração de petróleo, que causou numerosos derramamentos de óleo em áreas úmidas e virgens da Colômbia.

A vida depois da guerra

Como vimos, as guerras afetam os animais, enquanto o fim das guerras também parece trazer seus benefícios.

Um exemplo disso é a faixa desmilitarizada que separa as duas Coreias, que tem quatro quilômetros de largura.

A área deixou de ser habitada, e uma explosão de biodiversidade apareceu.

Ela está se tornando uma parada de aves migratórias na Ásia e poderia até mesmo abrigar o temido e indescritível tigre siberiano.

Embora não seja em si mesmo um episódio de guerra, o abandono de Chernobyl também resultou no retorno de animais selvagens como ursos e lobos.

Parece que a natureza pode curar suas feridas, sempre que os seres humanos decidem fazer da paz uma prioridade e deixar a natureza tranquila.


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