Decoração & Design

Arquiteto brasileiro projeta estúdio de rádio tecnológico e sustentável

O estúdio contou com sistemas de captação de energia eólica e solar e foram priorizados itens que permitissem a redução do consumo energético.

O arquiteto brasileiro Paulinho Peres projetou um estúdio de rádio sustentável, com design futurista. O espaço foi desenvolvido para as transmissões realizadas durante a Casa Cor de São Paulo, um dos maiores eventos de decoração e arquitetura do país.

O estúdio contou com sistemas de captação de energia eólica e solar e foram priorizados itens que permitissem a redução do consumo energético. Assim sendo, as lâmpadas usadas foram todas de LED, o que contribui para um design inovador, ao mesmo tempo em que diminui os gastos e mantém a eficiência alta. “Nós utilizados cerca de 3,8 kWa de energia limpa, em um total de 4,3 kWa de energia consumida. Som, imagem e iluminação (interna e externa) são alimentados pelo gerador eólico e placa solar”, esclarece o arquiteto.

Ainda pensando em gastar menos eletricidade, o local foi coberto com o telhado branco. A opção reflete até 90% da luz solar, enquanto absorve apenas 20% do calor do sol. O resultado disso é a diminuição no uso do ar condicionado e consequente redução nas emissões de gases de efeito estufa.


Foto: Divulgação

O escritório garante que os materiais utilizados foram pensados para terem o menor impacto ambiental possível. Um exemplo foi o uso de estrutura metálica na base do projeto, o que reduz os resíduos sólidos gerados pela obra a praticamente zero. Esta também é uma alternativa mais flexível, que permite a expansão ou redução de espaço de forma rápida e eficiente, além de ser facilmente desmontada para sua reutilização.


Foto: Divulgação

Após a finalização do evento realizado em São Paulo, o estúdio foi desmontado e boa parte dos materiais foi reaproveitada em outro local. Em entrevista ao CicloVivo, Peres explicou que planejar estruturas sustentáveis sai um pouco mais caro inicialmente, mas o retorno é garantido. “Existe um custo maior, mas também existe o retorno em longo prazo. Por isso, precisamos fazê-lo hoje”, opina o arquiteto.


Foto: Divulgação

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo