O calendário da Apple é previsível, mas as expectativas para o próximo Apple Watch, o Series 12, estão em alta. Com lançamento previsto para setembro, o novo wearable deve manter o visual familiar da geração anterior, mas promete trazer novidades sob o capô que podem justificar o upgrade para quem busca longevidade.
As informações, ainda baseadas em rumores e vazamentos, apontam para um salto de desempenho no processador e descartam, pelo menos por ora, a chegada do sensor de impressão digital Touch ID. A aposta da Apple parece continuar sendo a evolução gradual, focada em eficiência e saúde.
O coração do novo Apple Watch
Um dos avanços mais aguardados para o Apple Watch Series 12 está no chipset. A Apple costuma apresentar uma arquitetura de processador verdadeiramente nova para o relógio a cada três anos. O último grande salto foi o chip S9, em 2023, baseado no A16 Bionic do iPhone.
Para o Series 12, a expectativa é que a empresa utilize núcleos de CPU atualizados, possivelmente fabricados no processo de 3 nanômetros, similar ao que equipará o futuro chip A19. Na prática, isso significa ganhos significativos em eficiência energética e desempenho bruto, um fator crucial para quem planeja ficar com o dispositivo por muitos anos. Essa estratégia de atualização cíclica dos componentes internos é semelhante à que a Apple adota em outras linhas, onde, às vezes, modelos antigos com chips potentes acabam rivalizando com os lançamentos mais recentes.
Touch ID: a funcionalidade que ficou de fora
Um rumor que ganhou força no ano passado, mas parece ter sido arquivado, era a inclusão do Touch ID no Apple Watch. A possibilidade foi inicialmente descoberta pelo site Macworld através de um vazamento de código, gerando especulações sobre um sensor de impressão digital integrado à coroa digital ou ao botão lateral.
No entanto, relatos mais recentes, citados pelo 9to5Mac, indicam que a Apple rejeitou a ideia. A principal preocupação da empresa, segundo as fontes, seria o espaço que o sensor ocuparia dentro do compacto corpo do relógio. Esse espaço poderia ser usado para aumentar a capacidade da bateria ou para acomodar novos sensores de saúde. Portanto, pelo menos na Series 12, os usuários devem continuar dependendo do PIN, do desbloqueio com iPhone ou do reconhecimento facial para autenticação.
Saúde: rumores sem confirmação
Quando o assunto são funcionalidades de saúde, os rumores para o Apple Watch Series 12 são mais vagos. Especula-se há tempos sobre a possibilidade de um monitor de pressão arterial mais preciso, o rastreamento expandido de hipertensão e, o santo graal dos wearables, o monitoramento não invasivo de glicose no sangue.
Contudo, não há nada concreto que indique que qualquer uma dessas features chegará com o novo modelo deste ano. A Apple tende a ser cautelosa com inovações médicas, submetendo-as a rigorosos processos de validação antes do lançamento. O foco imediato parece ser consolidar e aprimorar as ferramentas já existentes, como os detectores de queda, ECG e monitor de oxigênio no sangue.
Design e disponibilidade
Quem espera uma reformulação visual radical provavelmente ficará desapontado. Tudo indica que o Apple Watch Series 12 manterá a mesma linguagem de design, tamanhos de tela e estética geral do Apple Watch Series 11. Mudanças podem surgir na paleta de cores, e é certo que o relógio virá com o watchOS 13, que trará exclusivos de software revelados na WWDC.
Essa abordagem de design estável não é nova para a Apple. A empresa prioriza a evolução interna e a integração de software, uma filosofia que também guia o desenvolvimento de outras plataformas, como o macOS, que recebe ajustes visuais para refinar a experiência do usuário sem alterar a base.
📲 A contagem regressiva para setembro já começou, e os detalhes finais do Apple Watch Series 12 devem vazar a qualquer momento. Para receber a confirmação oficial de preço, data de lançamento no Brasil e análises hands-on direto no seu celular, siga o Canal do TS no WhatsApp.
Com os rumores atuais, a aposta da Apple para a Series 12 parece clara: não reinventar a roda, mas torná-la mais eficiente e durável. A estratégia é oferecer um upgrade sólido para quem está com modelos mais antigos, enquanto mantém um ciclo de lançamentos previsível e confiável. Resta saber se essa fórmula será suficiente para enfrentar um mercado de wearables cada vez mais competitivo e se a empresa considerará, no futuro, estratégias de preço mais agressivas, como fez com o MacBook Neo, para ampliar sua base de usuários.
Fonte: 9to5Mac
Créditos TecStudio

