A Apple sempre foi a empresa que todo mundo olha e pensa: como eles conseguem lucrar bilhões todo trimestre com tanta eficiência? Mas essa máquina de dinheiro pode estar perdendo o que realmente a tornou especial. Um relatório do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, indica que a cultura de design da maçã está fragmentada e precisa ser reconstruída. E quem vai ter que lidar com isso é o novo CEO, John Ternus.
Ternus, que assume o lugar de Tim Cook, não é um executivo de finanças ou de serviços. Ele vem do chão de fábrica do hardware e do produto. E é justamente essa expertise que, segundo analistas, o torna a pessoa certa para a missão. Mas a tarefa não é simples: ele precisa recuperar o “mojo” do design que fez da Apple o que ela é.
O que está fragmentado no design da Apple
Gurman, em sua newsletter ‘Power On’, argumenta que a influência de design da Apple, que antes estava em tudo (do hardware ao software, passando pelas embalagens e lojas), já não é tão coesa quanto antes. É uma declaração e tanto, considerando que o design é a identidade da empresa. Produtos antigos da Apple estão em museus por sua genialidade artística.
Apesar de ainda ser elogiada por fazer hardware bonito, críticos apontam que os dispositivos mais recentes parecem menos unificados. É aí que Ternus entra. A escolha dele como sucessor de Cook é vista como um movimento de xadrez bem calculado: em vez de um executivo de finanças, a Apple coloca um engenheiro de produto no comando.
O desafio da autoridade e da liderança
O relatório menciona um desafio grande para Ternus: a transição de um papel de reporte para um de liderança. A autoridade em design é algo que ele vai ter que aprender rápido. Mas não seria surpresa se ele já estivesse sendo preparado nos bastidores há meses, com Cook dando dicas antes do anúncio oficial.
E a fragmentação não está só no hardware. O software também sofre com isso. A Apple até se redimiu com o Liquid Glass 2.0, mas áreas como clareza e consistência da interface viraram alvo. A usabilidade, dizem, está sendo sacrificada em nome de upgrades visuais.
O papel da IA e a necessidade de uma nova linguagem
Com a onda de IA, as empresas estão repensando como os usuários interagem com os dispositivos. E a força da Apple sempre foi tornar tecnologia complicada fácil de usar. Esse é o momento de capitalizar. Um time de design decente, segundo o relatório, pode criar produtos onde o usuário decide quando a IA deve aparecer.
A Apple não pode mais se apoiar em linguagens de design antigas para ditar o futuro. Com a IA delegando tarefas, uma grande mudança de interface é necessária. Essa mudança será adotada quando a empresa introduzir seu primeiro agente de IA, algo que Gurman diz que vai se materializar no futuro.
O que falta para a Apple? Liderança de design
O controle sobre hardware, software e silício é uma combinação que só a Apple tem. É uma vantagem extraordinária sobre os concorrentes. Mas de que adianta ter tudo isso se não há liderança de design para conduzir? Gurman também nota que uma cultura de design incoerente vai enfraquecer a estratégia de IA da Apple, mesmo que a tecnologia subjacente melhore.
Concluindo o relatório, Gurman afirma que a próxima era não será vencida com excelência na cadeia de suprimentos. John Ternus será definido por sua capacidade de fazer produtos que sejam cultural e tecnologicamente marcantes. É uma tarefa e tanto para o novo CEO, e vamos ver como ele enfrenta a tempestade.
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Fonte: Wccftech
Créditos TecStudio

