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Animais que vivem em cavernas

Escrito por Escobar Dog

Eles podem utilizar cavernas ou grutas para hibernar durante o inverno, ou também para dormir durante o dia. Os animais que vivem em cavernas são conhecidos também como trogloditas ou cavernícolas e têm hábitos muito especiais. Conheça-os a fundo no artigo a seguir.

Tipos e hábitos de animais que vivem em cavernas

Mesmo sendo mais comum que invertebrados vivam em cavernas, também pode haver mamíferos, peixes ou répteis que usam as grutas como habitat para se desenvolver.

Os animais que vivem em cavernas podem, talvez, passar a vida inteira lá dentro (troglóbios), ou sair dependendo da época do ano ou momento do dia (troglóxenos). Além disso, é preciso diferenciar as espécies que têm a capacidade de sobreviver tanto fora como dentro de uma caverna (troglófilos).

Por que escolhem esses lugares? Basicamente, porque lhes oferecem condições ambientais – temperatura e umidade – estáveis, lhes protegem de predadores, lhes permitem dormir e descansar sem problemas. Ou seja, são os lugares perfeitos para ter crias, ou porque seus organismos precisam de escuridão para sobreviver.

Os animais que vivem em cavernas adaptaram seus metabolismos e sistemas corporais para poder habitar nesses espaços com muito pouca ou nenhuma luz. Alguns trocaram a cor de seus corpos, outros perderam a vista e também encontramos aqueles que modificaram seu tipo de alimentação.

Exemplos de animais cavernícolas

As espécies a seguir têm como característica especial a capacidade de sobreviver em uma caverna:

  1. Urso pardo

Esse mamífero carnívoro é originário da América do Norte e Eurásia, e habita principalmente em bosques. Pode viver 30 anos e medir até três metros. A cor do urso pardo varia entre o marrom claro e escuro. Troca o pelo a cada verão e não tem uma visão muito desenvolvida, mesmo que possa ver as cores à noite.

Já que passa o inverno hibernando, escolhe cavernas ou covas para dormir um bom sono e sem variar sua temperatura corporal. Quando acorda, da à luz a seus filhos e criá-os.

  1. Doninha

Esse mamífero que vive na América do Sorte e Eurásia tem um grande instinto caçador e pode abater uma presa de até 10 vezes seu próprio peso. De corpo comprido e focinho pequeno, olhos grandes e patas e rabo curto, a doninha muda o pelo no verão e habita em locais afastados de humanos. Prefere cavernas de pedra, mas também escolhe montes de lenha ou árvores caídas como casa.

  1. Salamandra cega do Texas

É um anfíbio que vive nas cavernas do Texas, nos Estados Unidos, e cada vez há menos exemplares (aproximadamente 100). Não possui pigmentos na pele, que é sensível às mudanças de corrente embaixo d’água. Pode passar meses sem comer e não tem olhos. Detecta o movimento das presas, sua cabeça é plana e tem brônquios para respirar na água.

  1. Coruja Real

Essa espécie de ave distribuída pela África, Ásia e Europa pode ser encontrada em diversos habitats como, por exemplo, bosques temperados, tundras, estepes e áreas semidesérticas. Faz ninhos em cavernas, rochas e ninhos antigos de outras aves. É muito territorial e vive sozinha, com exceção da época de cria. Tem um voo direto, plana, e sua voz pode ser ouvida a dois quilômetros de distância.

  1. Escorpião

Existem cerca de 1,4 mil espécies de escorpiões. Uma de suas principais características é que seu rabo acaba em uma forma curvada para picar, e com ele destila veneno. Além disso, conta com braços que terminam em forma de pinça. Vivem em terrenos rochosos ou arenosos, debaixo da terra e em cavernas que eles mesmo fazem. São muito velozes e se alimentam principalmente de insetos.

morcego

Fonte: PD-USGov

  1. Morcego

Os quirópteros são mamíferos com asas. Há quase 110 espécies desses animais que vivem em cavernas, e estão presente no mundo inteiro, com exceção da Antártida. É o único mamífero voador e desempenha vários papéis ecológicos: controlador de praga de insetos, polinizador e espalhador de sementes.

A maioria dos morcegos são insetívoros e frutívoros. Eles têm hábitos noturnos, e tanto o nariz como as orelhas lhes permitem emitir e potencializar os ultrassons, achar comida e se localizar. Vivem em gretas, fissuras de paredes rochosas, cortes de árvores e também em sótãos ou debaixo de pontes.

Fonte da imagem principal: Bering Land Bridge National Preserve.


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