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AMD investe em memória unificada: “um mar de oportunidades” para CPUs e GPUs – TecStudio

A AMD está investindo fortemente nas arquiteturas de memória unificada (UMA), e essa aposta pode alterar a percepção que temos sobre processadores e placas de vídeo. Para a empresa, o que está em jogo vai além de apenas mais um tipo de chip: é uma revolução na forma de computar, integrando CPU, GPU e memória em um único sistema.

Durante uma conversa com jornalistas, David McAfee, vice-presidente da AMD, deixou claro que a empresa considera as UMA como um pilar fundamental para os seus próximos produtos. “Isso abre um vasto horizonte de possibilidades”, afirmou ele, ao ser questionado sobre os futuros lançamentos da linha Ryzen AI MAX e possíveis CPUs de desktop que utilizem essa tecnologia.

O que é a arquitetura de memória unificada

Ao contrário dos PCs tradicionais, onde CPU e GPU possuem suas próprias reservas de memória e são fisicamente separadas, as UMA estabelecem um pool único e compartilhado. Isso permite que, dependendo da tarefa em execução, o sistema possa alocar mais ou menos memória a cada parte, evitando desperdícios. No caso do Ryzen AI MAX, a primeira geração já oferecia até 128 GB de memória, com 112 GB disponíveis para a GPU.

Essa tendência tem ganhado força com a chegada de aplicações de IA agêntica, que demandam grandes volumes de memória compartilhada para executar modelos de linguagem (LLMs) diretamente no dispositivo. A NVIDIA também entrou nesse campo com o RTX Spark, o que, segundo McAfee, é um indicativo de que o mercado está validando esse caminho.

Ryzen AI MAX 400: o próximo passo

A AMD já está desenvolvendo a próxima geração, o Ryzen AI MAX 400, que promete elevar a aposta: até 192 GB de memória total, com 160 GB dedicados à GPU. Isso, segundo a empresa, é mais do que suficiente para operar localmente modelos de IA com mais de 300 bilhões de parâmetros, algo que anteriormente exigia servidores dedicados.

“Estamos à beira de um período extremamente emocionante, que revolucionará nossa perspectiva sobre desktops de alto desempenho e sistemas unificados”, completou McAfee.

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E os desktops tradicionais?

Quando um jornalista questionou se algum dia veremos uma CPU para desktop com UMA, talvez combinada com 3D V-Cache, a resposta foi prudente. “Não faço ideia”, respondeu McAfee, entre risos. Contudo, ele não descartou a possibilidade. “Isso abre um mundo de possibilidades, porque é um setor de computação totalmente novo.”

Para aqueles que acompanham o mercado de hardware, essa declaração é muito relevante. A AMD já confirmou que o soquete AM5 permanecerá ativo até 2029, com as arquiteturas Zen 6 e Zen 7, o que sugere que, se a UMA chegar aos desktops convencionais, pode demorar um pouco. Porém, a empresa deixa claro que está atenta ao desenvolvimento.

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O que é evidente é que as arquiteturas de memória unificada não são mais um mero experimento de laboratório. Com AMD e NVIDIA avançando na mesma direção, o PC como o conhecemos pode estar prestes a sofrer uma transformação — não apenas para IA, mas, quem sabe, também para jogos e aplicações mais exigentes.

Fonte: Wccftech