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Amazônia registra aumento na superfície de água após dois anos de seca

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Amazônia registra aumento na superfície de água após dois anos de seca

A Amazônia apresentou uma recuperação significativa de sua superfície de água em 2025, após dois anos marcados por seca severa. De acordo com os dados mais recentes, a região voltou a apresentar níveis superiores à média histórica, com exceção de apenas dois meses do ano.

Com uma cobertura responsável por 61,4% do total de água do Brasil, a Amazônia destacou-se especialmente nos estados do Pará e do Amazonas. O Pará, em particular, ampliou em 142 mil hectares sua área de superfície de água, enquanto o Amazonas teve um incremento de 87 mil hectares. Esse aumento foi impulsionado pelas chuvas que ocorreram neste período, embora especialistas alertem que a realidade ainda exige cautela, dado o aumento na frequência de eventos climáticos extremos.

Os números mostram que, em 2025, a superfície de água na Amazônia ficou 2,6% acima da média histórica, porém, essa recuperação não foi uniforme. Das 54 sub-bacias analisadas, 20 ainda apresentam níveis abaixo da média, o que equivale a 37% do total. Essa situação afeta diretamente as comunidades ribeirinhas, que frequentemente dependem dos principais rios da região.

Em contrapartida, o Pantanal enfrentou um cenário mais preocupante, permanecendo como o bioma mais afetado pela escassez de água, com sua superfície 56% abaixo da média histórica. No entanto, houve uma leve melhora em comparação com 2024, com a área coberta por água alcançando 679 mil hectares, um crescimento de 34% em relação ao ano passado.

No contexto nacional, o Brasil alcançou 18,2 milhões de hectares de superfície de água em 2025, um incremento de 5,3% em relação ao ano anterior. Entretanto, ambos os números ainda permanecem abaixo da média histórica nacional de 18,5 milhões de hectares. Ao longo das últimas quatro décadas, a tendência geral tem sido de redução contínua da superfície hídrica, com uma perda acumulada de 2,6 milhões de hectares entre o início e o final desse período.

Além disso, a composição da superfície hídrica do Brasil tem demonstrado uma mudança gradual. Em 2025, a maior parte da área coberta por água era composta por corpos hídricos naturais (76,7%), enquanto estruturas artificiais representavam apenas 23,3%. Desde 1985, houve um crescimento de 69% na área destinada a corpos hídricos antrópicos.

Os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso foram os maiores perdedores de superfície de água em relação à média histórica, enquanto o Pará liderou os ganhos. Em 2025, cerca de 45% dos municípios brasileiros apresentaram superfície de água inferior à média histórica, refletindo uma realidade complexa que requer atenção e ações sustentáveis para o futuro.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Sou fundador da Pixel Project e atua há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanha temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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