A evolução do SEO está sendo profundamente impactada pela inteligência artificial, o que tem grande relevância para empresas, marcas e profissionais de marketing que buscam otimizar sua presença online. Duane Forrester, com mais de 25 anos de experiência no setor, destaca que estamos em um momento de transição que lembra os primórdios da busca na internet, onde as regras estão sendo definidas em tempo real.
Forrester, que trabalhou uma década na Microsoft, ressalta que a era atual é como uma nova fase do “Velho Oeste” do SEO, onde, apesar do acesso a uma grande quantidade de documentação e tecnologia, é difícil acompanhar as novas tendências. Ele aconselha a buscar um progresso contínuo e a manter o foco no aprendizado, já que muitos profissionais se sentem sobrecarregados pela quantidade de informações disponíveis.
Nos anos iniciais do SEO, comunidades como WebmasterWorld serviam como plataformas de troca de conhecimento. Atualmente, participa da mesma maneira através do seu Substack, onde documenta suas aprendizagens, o que o conecta a mais ideias e pessoas. A importância da colaboração e do compartilhamento de conhecimento permanece essencial, mesmo que o ambiente tenha se tornado mais insular com o avanço da inteligência artificial.
Forrester também reflete sobre sua experiência na Microsoft, onde descobriu que os mecanismos de busca são bastante compartimentados. Um momento marcante foi quando um colega do Bing Webmaster Tools questionou como links poderiam influenciar os rankings, uma revelação que mudou sua perspectiva sobre as declarações dos representantes de motores de busca e serviu como um lembrete de que o conhecimento sobre SEO requer uma visão abrangente. A ênfase agora deve estar nas “grandes ideias” e não em detalhes que podem não ter um impacto prático significativo.
A preocupação com o usuário é um tema central quando se fala sobre SEO. Forrester defende que motores de busca e profissionais de SEO não são adversários naturais, pois ambos buscam a mesma coisa: satisfazer o usuário. Por isso, é crucial que os profissionais se afastem de rótulos como “SEO técnico” e “SEO de conteúdo”, reconhecendo que o sucesso moderno no SEO demanda uma combinação de ambos os aspectos.
A perda de dados de referência de palavras-chave representada pelo “(not provided)” também gerou impacto significativo na indústria de SEO. Embora Forrester considere essa mudança uma desvantagem, ela impulsionou a demanda por ferramentas de terceiros e ajudou a solidificar o SEO como uma disciplina mais profissional e institucionalizada, com empresas como Semrush e Ahrefs se destacando nesse cenário.
Em relação ao gerenciamento de carreira, Forrester compartilha uma experiência que transformou sua abordagem ao trabalho. Ao receber feedback sobre seu desempenho, ele percebeu que o problema não era sua capacidade, mas sim a forma como organizava sua carga de trabalho. A implementação de um sistema de organização resultou em uma melhora significativa em sua produtividade e desempenho.
Para o futuro, Forrester acredita que a busca não desaparecerá, mas se tornará uma infraestrutura integral. Em vez de pesquisar manualmente, será possível interagir com assistentes digitais que farão esse trabalho por nós, utilizando informações personalizadas. Apesar das mudanças tecnológicas, o objetivo subjacente do marketing de busca ainda será compreender o que as pessoas desejam no momento certo e oferecer a melhor resposta possível.
As marcas e negócios precisarão demonstrar sua confiabilidade, tanto para os usuários quanto para as máquinas, já que a confiança será um aspecto cada vez mais importante. Apesar das transformações que a tecnologia promove, a essência do que significa ser bem-sucedido em SEO permanecerá essencialmente a mesma: entender e atender às necessidades dos usuários.
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