Tecnologia

Projeto de lei nos EUA que exige jogos pagos jogáveis após desligamento avança

Um projeto de lei que pode mudar para sempre a relação entre jogadores e publishers deu um passo importante nos Estados Unidos. O Protect Our Games Act, que tramita na Califórnia, acaba de passar pela Assembleia Estadual e agora segue para o Senado. Se virar lei, ele vai obrigar as empresas a garantir que jogos pagos continuem funcionando mesmo depois que os servidores online forem desligados.

– Publicidade –

O texto foi aprovado por 43 votos a 16 na Assembleia da Califórnia, como noticiou o VGC. Agora ele precisa passar pelo Senado estadual e, se for aprovado, uma versão final segue para a sanção do governador. O governador tem dez dias para aprovar ou vetar a proposta.

O que o projeto de lei muda na prática

A lei, se aprovada, vale apenas para a Califórnia, mas o impacto deve sacudir o mercado global de games. Ela exige que os estúdios de jogos pagos mantenham os títulos jogáveis para quem comprou, mesmo após o desligamento dos servidores online. Isso inclui garantir que o jogo tenha um modo offline ou que funcione de outra forma sem depender dos servidores oficiais.

O caso mais emblemático desse tipo de problema é o de Concord, da Sony. O jogo foi tirado do ar semanas após o lançamento, e os jogadores receberam reembolso. Mas, como a lei atual não obriga nada, a empresa poderia simplesmente não ter devolvido o dinheiro. Com a nova regra, o jogador teria direito tanto ao reembolso quanto a continuar jogando o que comprou.

Jogos que seriam afetados pela nova regra

Um exemplo clássico é Outriders, um jogo pago que não tem modo offline e que, se os servidores forem desligados, simplesmente para de funcionar. Outro caso é The Crew, da Ubisoft, que inspirou a iniciativa Stop Killing Games. Mas nenhum desses dois se encaixaria na lei se ela for aprovada agora: as regras valeriam apenas para jogos lançados a partir de 1º de janeiro de 2027.

Isso significa que os publishers terão tempo para se adaptar, mas a mudança de postura já começa agora. Jogos online pagos que não são gratuitos terão que ser repensados desde o projeto, com um plano de sobrevivência pós-servidor.

O projeto de lei não cobre jogos gratuitos, mas abre um precedente importante. Vários títulos free-to-play que foram desligados recentemente não devolveram o dinheiro de moedas premium compradas pelos jogadores. Em vez disso, incentivavam os usuários a gastar tudo antes do fim dos servidores. Uma lei futura poderia mirar exatamente essa brecha.

Para quem acompanha o mercado de games, a movimentação na Califórnia é um sinal de que a briga pela preservação digital está pegando fogo. A iniciativa Stop Killing Games, que começou na Europa, ganhou um reforço de peso do outro lado do Atlântico.

📲 Quer saber quando essa lei avançar no Senado ou se outras iniciativas de preservação de jogos surgirem no Brasil? Cola no Canal do TS no WhatsApp para receber as atualizações em primeira mão.

O Protect Our Games Act ainda tem um longo caminho pela frente, mas o fato de ter passado pela Assembleia da Califórnia mostra que a pressão dos jogadores está dando resultado. Se a lei for aprovada, ela pode se tornar o modelo para outros estados e países, incluindo o Brasil, onde a discussão sobre direitos do consumidor digital ainda engatinha.

Fonte: Wccftech

– Publicidade –


Créditos TecStudio