Tecnologia

Epson lança “EcoTank” corporativa


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Impressoras WorkForce Pro com tecnologia PrecisionCore prometem uma autonomia de até 75 mil páginas por carga de tinta, consumindo até 80% menos energia do que uma laser.

Recentemente, a Epson ultrapassou a marca de 1 milhão de impressoras “EcoTank” fabricadas no Brasil – de um certo modo, comprova o triunfo de um novo modelo de negócios que abandona o velho paradigma da vender uma impressora barata para depois lucrar em cima do cartucho.

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De fato, essa tecnologia foi tão bem sucedida que a empresa começou a observar algumas movimentações inesperadas, como por exemplo o interesse das empresas em adotar o EcoTank como uma solução de alto rendimento e baixo custo para suas impressões cotidianas. Isso abriu uma interessante janela de oportunidade para a Epson, que poderia ser explorada não apenas com máquinas de varejo e sim com equipamentos bem mais sofisticados e capazes de atender plenamente o mercado corporativo com uma solução completa e gerenciável.

A partir disso, a Epson desenvolveu uma nova linha de impressoras a jato de tinta batizada de Workforce Pro, cujos modelos de destaque são o WF-R5690 (à esquerda) e o WF-R8590 (à direita), ambos modelos multifuncionais em cores com autonomia estimada de 50 mil e 75 mil páginas (respectivamente) com o kit de tinta incluso:

Epson_Workforce_Pro_RIPS

E o que são 75 mil impressões? Algo como isso:

Epson_Workforce_75_mil_copias

Tamanha autonomia é possível graças ao uso de um novo sistema de suprimento de tinta na forma de “bolsas” que na versão de maior capacidade chegam em torno de 1.500 ml na versão preta e 600 ml nas coloridas:

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Se comparado com o tradicional sistema de tanque das EcoTank, essa nova solução batizada de RIPS (Replaceable Ink Pack System) tem a grande vantagem de ser mais “limpa”, já que ela praticamente elimina o direto contato do consumidor com a tinta — o que facilita e muito o seu manuseio — já que basta encaixar as bolsas nos seus respectivos compartimentos…

Epson_Workforce_bolsas_preta_instalada

… existentes em cada lado da impressora…

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… sendo que o ponto de conexão da tinta fica na própria alça da bolsa:

Epson_Workforce_bolsas_conector

Porém, mais importante que o sistema de fornecimento de tinta é o seu mecanismo de impressão, que utiliza uma nova cabeça de última geração batizada de PrecisionCore cuja versatilidade, durabilidade e alto desempenho permite utilizá-lo num amplo leque de equipamentos seja na área comercial, industrial e de escritório.

Detalhes dessa tecnologia são explicados no vídeo abaixo:

Segundo a Epson, o uso das suas jato de tinta no ambiente corporativo oferece muitas vantagens. Por exemplo, o mecanismo de impressão da Workforce Pro é bem mais simples, não exige muitos cuidados e manutenções da parte do usuário, produz menos resíduos (entenda-se cilindros gastos e cartuchos vazios)…

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… e o mais importante, as jatos de tinta consomem muito menos energia que as lasers, já que elas trabalham “a frio” ou seja, não é preciso esquentar seu fusor toda vez que iniciar o processo de impressão.

Para ilustrar essa característica para o público em geral, a Epson criou um experimento “ecologicamente correto” que foi apresentado pelo nosso colega e chapa deste ZTOP — Koji Nawata — onde dois voluntários  acionaram duas bicicletas ligadas a um pequeno gerador, que acumulou uma certa quantidade de energia numa bateria que foi usada depois para imprimir cópias de um mesmo documento.

Primeiro numa laser em cores “genérica” (cujo consumo no pico fica em torno os 500 watts) e depois na WorkForce Pro WF-R8590 (cujo consumo médio é em torno de 40 watts). O resultado final foi que a laser imprimiu 7 páginas antes de arriar a bateria e a Workforce Pro chegou a imprimir 95 páginas com a mesma quantidade de energia.

Epson_Workforce_Kouji_consumo

Depois dessa apresentação, tive um tempo para conversar com mais calma com o executivo da Epson que fez algumas observações bem interessantes sobre esses novos produtos.

Uma delas é que o visual das novas WorkForce foi concebido para ter a aparência de uma laser corporativa, mas não que o seu mecanismo de impressão seja muito grande, e sim que a idéia da empresa era de oferecer para a sua clientela o mesmo “look and feel” de um equipamento de linha, o que facilitaria a sua assimilação no ambiente de trabalho.

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Fora isso, esses equipamentos procuram oferecer diversos recursos como porta de rede Gigabit Ethernet, Wi-Fi, conexão com tablet e celular, NFC, impressão direta de um pen drive (para arquivos jpeg, tiff e pdf) com opção de bloqueio e um curioso recurso de identificação por Smart Card o que permite que o funcionário se identifique para qualquer impressora da rede, liberando assim uma impressão pendente.

Com relação ao suporte de software, Koji explicou que sua empresa irá oferecer gratuitamente um software básico de gerenciamento e bilhetagem, mas que existe um esforço da sua empresa de tornar compatível o seu hardware com sistemas de terceiros, permitindo a integração de seus produtos em ambientes já implementados e operantes, algo que faz todo o sentido no caso de um novo player neste mercado como a Epson.

Quando perguntei se essa nova cabeça PrecisionCore poderia sofrer do controverso problema de entupimento, o executivo explicou que ele não pode garantir 100% que esse problema nunca irá acontecer — porém — existem vários fatores que podem evitar que isso aconteça.

Por exemplo — como estamos falando de um equipamento voltado para disponibilidade ou produtividade, é pouco provável que as cabeças sofram um entupimento por falta de uso (duh!).

Fora isso, a formulação da nova tinta DuraBrite Pro (desenvolvida especialmente para a WorkForce Pro) é menos propensa a causar entupimentos e mesmo que isso aconteça, o gerenciador da impressora é capaz de identificar um ejetor defeituoso e fazer com que os ejetores ao seu redor compensem essa falha na hora da impressão, algo por sinal que já vimos no sistema Officejet da HP.

Com relação à qualidade de impressão, é fato que devido ao uso de tintas pigmentadas, o seu resultado não chega ao mesmo nível das impressoras fotográficas, que utilizam tintas a base de corante que interagem melhor com a mídia. Em contrapartida, as tintas pigmentadas são mais resistentes às intempéries do tempo (incluindo um banho com água) o que é algo importante se o assunto é preservar a informação contida num documento.

Outra curiosidade da tecnologia PrecisionCore é que ela é a primeira cabeça de jato de tinta a oferecer uma resolução nativa de 600 ppp, comparável a de uma laser de linha:

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Legal né?

Ainda em tempo:

Além dos lançamento de produtos, a Epson também anunciou que ela irá entrar no segmento de outsourcing no Brasil, oferecendo para os seus canais uma nova proposta de valor com foco na experiência do cliente e que atenda às principais expectativas do mercado atual.

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O interessante é que além das novas Workforce com o sistema RIPS, a empresa também irá oferecer uma linha de impressoras e multifuncionais de menor porte alimentados por cartuchos de tinta, mas também baseados na tecnologia PrecisionCore…

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… e até modelos de pequeno porte da linha EcoTank sendo que a L656 também incorpora a tecnologia PrecisionCore.

Epson_Workforce_ecotank

A Epson já declarou que toda a nova linha WorkForce Pro já está disponível a partir de hoje no site da empresa e os interessados no programa de outsourcing da empresa devem contatar a Epson do Brasil.

 

Epson lança “EcoTank” corporativa foi publicado no ZTOP+ZUMO.


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