Volkswagen ID. Tiguan: um novo SUV elétrico com potencial para o mercado brasileiro
O novo Volkswagen ID. Tiguan, sucessor do ID.4, foi apresentado no Salão de Paris e promete trazer inovações e uma abordagem mais tradicional ao design dos SUVs elétricos. Com motorização que pode chegar a 299 cv e autonomia de até 600 km, o veículo tem um interior totalmente renovado e um visual que se aproxima do que os consumidores já conhecem, facilitando sua aceitação.
Uma das mudanças mais relevantes é a troca do nome de um código alfanumérico para um nome conhecido, que deve ajudar a atrair consumidores menos familiarizados com a nova proposta elétrica da fabricante. Apesar disso, o modelo não substituirá completamente o Tiguan convencional na Europa, onde ambos coexistirão, oferecendo opções de motorização a combustão e híbrida.
Esta estratégia visa tornar os veículos elétricos da Volkswagen mais acessíveis e reconhecíveis, uma abordagem que já se mostrou eficaz em outros modelos da marca. Para o Brasil, ainda não há confirmação da chegada do ID. Tiguan, que substituirá globalmente o ID.4, recém-lançado por R$ 299.990.
Aparência e interior mais conhecidos
O ID. Tiguan apresenta uma carroceria mais robusta e quadrada, distante das linhas arredondadas de seus antecessores. As maçanetas agora voltaram ao formato tradicional, como parte da estratégia da Volkswagen de adotar soluções menos futuristas. Isso resulta em um veículo que é facilmente reconhecido como parte da família Volkswagen, mas com a modernidade de um SUV elétrico.
No interior, as mudanças são ainda mais significativas. Com um design que lembra carros dos anos 90, o painel agora conta com botões físicos para funções essenciais e um layout mais intuitivo. Isso representa uma resposta às críticas recebidas pelos modelos anteriores da linha ID, que priorizavam telas sensíveis ao toque em vez de controles físicos.
O digital é bem atendido: o painel de instrumentos é de 10 polegadas, enquanto a central multimídia atinge 15 polegadas. Como opcional, uma terceira tela de 12 polegadas pode ser instalada, exclusiva para o passageiro dianteiro, oferecendo conteúdos que não podem ser visualizados pelo motorista enquanto dirige. Há ainda recursos modernos, como iluminação ambiente e bancos com ventilação e massagem, tornando a cabine mais confortável e tecnológica.
Espaço e motorização
Graças à arquitetura elétrica, o ID. Tiguan oferece maior espaço interno. O entre-eixos é maior, resultando em mais conforto, especialmente para os passageiros traseiros. O porta-malas tem capacidade de 534 litros, podendo chegar a 1.577 litros com os bancos rebatidos. Além disso, há um compartimento dianteiro para armazenar cabos de recarga, importante para um SUV familiar que ainda visa praticidade.
A gama europeia do ID. Tiguan terá três configurações iniciais. A versão de entrada será equipada com motor elétrico de 190 cv e bateria de 58 kWh, oferecendo autonomia de até 450 km. A configuração intermediária, com 286 cv e bateria de 77 kWh, promete percorrer 600 km. Por fim, a versão topo de linha contará com 299 cv e tração integral, alcançando 560 km de autonomia. Os tempos de aceleração vão de 6,1 a 8,5 segundos, dependendo da versão.
Embora não sejam os números de recarga mais impressionantes do mercado, a Volkswagen promete tempos de recarga competitivos com aproximadamente 26 minutos para a bateria menor e 29 minutos para a maior, ao utilizar carregadores de alta potência. O ID. Tiguan também introduzirá o modo de condução One-Pedal Driving, facilitando a regeneração de energia durante a desaceleração.
A estreia do novo ID. Tiguan está marcada para 2027 na Europa, e sua chegada ao Brasil ainda não possui cronograma, mas o aumento da aceitação de EVs pode criar um cenário favorável para o modelo por aqui.

