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Tecnologia de monitoramento avança no combate a incêndios no Cerrado

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Tecnologia de monitoramento avança no combate a incêndios no Cerrado

A crescente incidência de incêndios no Cerrado, um dos biomas mais abrangentes do Brasil, demanda soluções eficazes e inovadoras para mitigar suas consequências. A tecnologia, nesse contexto, tem se mostrado uma aliada essencial na identificação e combate a esses incêndios. Torres de monitoramento e aplicativos foram implementados para aumentar a capacidade de resposta em Unidades de Conservação (UCs), auxiliadas pelo Programa COPAÍBAS.

Com a utilização de recursos tecnológicos, brigadas no Cerrado agora conseguem detectar fumaça e variações de temperatura com precisão e rapidez, o que resulta em uma diminuição significativa no tempo de resposta e nos danos à vegetação. O objetivo é prevenir e minimizar os impactos dos incêndios em regiões que já enfrentam graves problemas relacionados ao avanço das chamas.

O Programa COPAÍBAS tem sido um protagonista nesse esforço, promovendo atividades de planejamento e capacitação para o manejo integrado do fogo (MIF). Em 2025, o programa lançou uma chamada para projetos nas UCs, destinando R$ 5 milhões a iniciativas na área. Além disso, desde 2022, houve investimento em equipamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para essas áreas.

Uma das mais recentes inovações é a instalação de uma torre de monitoramento no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul. Este equipamento, que utiliza câmeras de alta resolução e algoritmos avançados, tem a capacidade de detectar fumaça em tempo quase real, ao contrário de sistemas baseados em satélites que apresentam atrasos nas notificações. A torre não apenas identifica sinais iniciais de incêndio, mas também envia alertas imediatos para as equipes de monitoramento.

Atualmente, a torre ainda está em fase de testes, ajustando sua comunicação com a sala de situação do parque. Ela se junta a outras três torres já instaladas na região, permitindo monitorar 90% da área do parque, que abrange 76 mil hectares — o equivalente a 106 mil campos de futebol. Além da vigilância, o projeto também envolve a formação de brigadas comunitárias, capacitação técnica e ações de educação ambiental.

Outra iniciativa destacada é o Caminho do Fogo, um aplicativo desenvolvido desde 2021, que agora conta com o suporte do Programa COPAÍBAS. Este aplicativo é uma ferramenta fundamental para as brigadas comunitárias, reunindo informações sobre ocorrências e geolocalização, facilitando o planejamento das ações e a comunicação entre as equipes no combate a incêndios.

Essa tecnologia aprimora a comunicação interna das brigadas e registra ações em modo offline. Ivan Anjo Diniz, coordenador e brigadista da Rede Contra Fogo, esclarece que a agilidade na comunicação melhorou a logística e a organização das operações de combate. O aplicativo, que também está sendo testado em outras regiões do Brasil, prevê uma atualização em 2026 para integrar novas funcionalidades e garantir uma versão oficial.

O sistema do Caminho do Fogo não apenas reúne dados operacionais e geográficos em uma plataforma, mas também se diferencia por não ser apenas um sistema de alerta, oferecendo uma solução completa para a gestão de informações sobre incêndios.

Essas inovações tecnológicas são cruciais para fortalecer a resposta a incêndios no Cerrado e podem servir como modelo para outras regiões do Brasil e do mundo que enfrentam desafios semelhantes em relação à preservação ambiental. A implementação efetiva dessas tecnologias pode ser o passo necessário para deter a crescente crise dos incêndios e proteger um dos ecossistemas mais ricos do planeta.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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