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Shineray e Abraciclo se enfrentam em denúncia de emissões irregulares de motos

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Shineray e Abraciclo se enfrentam em denúncia de emissões irregulares de motos

A disputa entre a Shineray e a Abraciclo, associação que representa fabricantes de motos, ganhou novo embate ao revelarem que as motocicletas da marca chinesa apresentam emissões de poluentes muito acima do permitido pela legislação brasileira. A questão é de suma importância, afetando consumidores e o mercado de duas rodas como um todo, uma vez que os padrões de emissão estão diretamente ligados à qualidade do ar e à saúde pública.

Recentemente, a Abraciclo denunciou que modelos como Rio 125 EFI, SHI 175 EFI e JEF 150S da Shineray estão operando com emissões de poluentes que superam os limites legais em impressionantes 63 dos 64 parâmetros testados, com alguns resultados indicando emissões até 30 vezes maiores que o permitido. Esses dados foram corroborados em novos testes realizados por um laboratório independente, a Marelli, dando peso à acusação da associação.

O novo laudo representa um avanço em um processo administrativo que está tramitando na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) desde janeiro de 2026. Até então, a Shineray defendia que os testes realizados pela Abraciclo eram parciais, alegando que foram feitos em laboratórios de concorrentes. Contudo, com a comprovação dos testes independentes, a discussão agora se centraliza nas questões técnicas das supostas irregularidades.

A Abraciclo reiterou sua posição, destacando a necessidade de cumprimento rigoroso das normas ambientais, fundamentais para garantir um nível de qualidade aceitável das motocicletas no mercado brasileiro. Segundo a associação, “todas as empresas precisam seguir as mesmas regras”, enfatizando que o Brasil é referência em emissões veiculares na América Latina e que a Shineray deve se adaptar às mesmas exigências que todos os fabricantes devem cumprir.

Durante a investigação, a Shineray apresentou sua defesa, alega que seus modelos possuem licenças de uso regularmente emitidas e que os testes realizados para sua homologação foram feitos respeitando protocolos adequados. A empresa também criticou a metodologia dos testes realizados pela Abraciclo, sugerindo que não eram isentos e falhos em sua condução.

Em resposta, a Abraciclo contratou a Marelli para realizar novos testes, garantindo total rastreabilidade dos motocicletas avaliadas. Os resultados, que se mostraram similares aos anteriores, levam a conclusão de que as altas emissões identificadas não são falhas da metodologia, mas um reflexo das características dos modelos vendidos.

Dentre as preocupações levantadas, está a questão da homologação, um processo que certifica que os veículos atendem às exigências legais, mas não encerra a necessidade de monitoramento contínuo da produção. O Ibama também foi consultado e informou à Abraciclo que não havia registro do envio de documentos que comprovassem a continuidade das emissões dentro dos padrões estabelecidos.

Agora, a Abraciclo pede à Senacon que inicie um processo administrativo sancionador, sugerindo medidas severas como recall dos modelos irregulares e a aplicação de multas. O mercado de motocicletas no Brasil, já multifacetado, pode passar por mudanças significativas dependendo do desenrolar dessa controvérsia, impactando montadoras, consumidores e a legislação de trânsito.

A atenção fica voltada para as próximas etapas do processo, aguardando novos desdobramentos e decisões que poderão moldar o cenário de fabricação e comercialização de motocicletas no Brasil.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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