.ETC»Marketing»Queda de tráfego direto afeta editores; mudanças de hábito do público apontam desafios

Queda de tráfego direto afeta editores; mudanças de hábito do público apontam desafios

Resumir com:
Compartilhar:
Queda de tráfego direto afeta editores; mudanças de hábito do público apontam desafios

Nos últimos anos, a queda do tráfego habitual de publicadores tem se tornado uma preocupação crescente para empresas e profissionais de marketing. O aumento da concorrência por atenção nas plataformas e a mudança dos hábitos do público tornam essencial entender essa dinâmica, especialmente para publicadores, anunciantes e marcas. Com a evolução da tecnologia e das preferências do consumidor, ações proativas são necessárias para evitar a erosão de relacionamentos diretos com o público.

Dados recentes mostram que o tráfego direto em publicações caiu em todas as categorias nos últimos três anos. Para exemplificar:

  • Publicadores populares apresentaram uma redução de 33,1%.
  • Publicadores premium sofreram uma queda de 23,4%.
  • Publicadores de serviço público apresentaram uma diminuição de 19,9%.
  • O segmento das plataformas, apesar de ter registrado uma queda de 13,3% no tráfego direto, compensa essa perda com crescimento em outros canais.

Entretanto, a média não revela o quadro completo. A audiência abaixo dos 35 anos diminui quase um terço mais rapidamente do que a acima dessa faixa etária, um sinal preocupante para o futuro dos assinantes que pagam.

Por exemplo, o Birmingham Mail viu seu tráfego direto cair 54,6%, enquanto o Mirror perdeu 52,9%. Em contrapartida, o Telegraph apresentou uma redução mais moderada, de apenas 8,9%. Outras plataformas, como TikTok e Substack, tiveram um desempenho positivo durante o mesmo período, com crescimento de 56,7% e 248,8%, respectivamente.

Esse comportamento também é refletido nas buscas por marcas. A queda de buscas marcadas, que normalmente são bons indicadores da ressonância com o público, tem se intensificado. De acordo com dados recentes, houve um declínio de 25% a 56% nas buscas por marcas durante o mesmo período analisado.

Os publicadores enfrentam um cenário desafiador, onde não competem apenas entre si, mas também contra o comportamento cada vez mais voltado para aplicativos e plataformas. Essa mudança indica a necessidade de os publicadores se tornarem destinos atrativos novamente, principalmente para as audiências mais jovens.

Para reverter essa tendência, algumas estratégias podem ser adotadas:

Desenvolva vozes identificáveis e colabore com criadores. Plataformas que prosperam têm essa característica, pois engajam individualmente o usuário. Isso gera maior confiança, especialmente entre os públicos mais jovens.

Crie produtos que formem hábitos. É necessário ir além do que funcionou anteriormente. Com formatos como áudio, vídeo e jogos, é possível aumentar o engajamento e, consequentemente, o valor do usuário ao longo do tempo.

Invista em arquitetura de produto. Não basta fortalecer o editorial; é fundamental investir em sistemas que personalizem a experiência do usuário, como recomendações e notificações, que são expectativas atuais dos jovens.

Construa uma barreira de contenção. Utilize esses produtos para coletar dados de primeira mão. Com a queda das referências sociais e o fortalecimento de gigantes como Google, reter o público por meio de contas registradas se torna crucial para garantir um futuro de personalização e engajamento comercial.

Essas abordagens não apenas mitigam as perdas, mas também oferecem caminhos para estabelecer conexões duradouras e valiosas com as audiências. No atual cenário, a resiliência e a inovação são fundamentais para a sobrevivência dos publicadores.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

TecnologiaNegóciosMarketingAutosConsumo e Sustentabilidade