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PRF multa cerca de 280 motoristas diariamente por violação da Lei do Descanso

Queda na fiscalização revela aumento preocupante nas infrações, destacando a necessidade urgente de conscientização e infraestrutura adequada para descanso dos motoristas.

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PRF multa cerca de 280 motoristas diariamente por violação da Lei do Descanso

Nos primeiros seis meses de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 50.484 autuações por descumprimento da Lei do Descanso nas rodovias federais do Brasil. Apesar de uma queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, esse dado pode ser enganoso. Isso se deve à diminuição expressiva na fiscalização, que caiu de 18.276 para 14.778 operações, representando uma queda de 19,14%. O aumento da taxa de autuação por operação, de 3,16 para 3,42 infrações por abordagem, indica que motoristas continuam a desrespeitar as normas de descanso estabelecidas.

A Lei do Descanso, Lei nº 13.103, é crucial para a segurança nas estradas, pois determina que motoristas de caminhões e ônibus devem balancear o tempo de direção com períodos adequados de repouso. As diretrizes incluem:

– Paradas de 30 minutos a cada cinco horas e meia de direção.
– Uma parada obrigatória de uma hora para alimentação durante a jornada.
– Um mínimo de 11 horas de descanso a cada 24 horas, com no máximo oito horas ininterruptas ao volante.
– Um intervalo mínimo de 11 horas entre duas viagens, que só pode ser adiado em situações que garantam a segurança.

A violação dessas regras traz preocupações significativas, uma vez que a falta de sono pode impactar gravemente a capacidade de condução. Giovana Varonni, especialista em Psicologia do Trânsito, destaca que estar acordado por 19 horas seguidas afeta o desempenho do condutor como se estivesse com uma alcoolemia de 0,05%. Após 24 horas sem dormir, o nível chega a 0,10%, considerado crime no Brasil. Esse estado de fadiga pode levar ao fenômeno do microssono, onde o motorista, mesmo com os olhos abertos, está efetivamente sem controle do veículo.

Esses dados se tornam ainda mais alarmantes ao considerar que a infraestrutura para descanso é extremamente limitada. Dos mais de 75 mil quilômetros de malha rodoviária federal, apenas 139 Pontos de Parada e Descanso estão certificados, o que significa que muitos motoristas não encontram locais seguros para estacionar e descansar. A consequência é que muitos se arriscam ao continuar a viagem por pressão de prazos, o que aumenta consideravelmente o risco de acidentes.

As autuações variam bastante entre os estados. No primeiro semestre de 2026, a Bahia liderou o número de infrações com 5.049, seguida por Minas Gerais com 4.256 e Mato Grosso com 4.183. É importante ressaltar que esses estados têm relevância logística, conectando diversas regiões do país e sofrendo com longas distâncias e condições desafiadoras nas rodovias. Mato Grosso, por exemplo, registrou um aumento de 8,34% nas autuações, o que reflete a alta pressão sazonal durante a colheita.

A questão da Lei do Descanso não é apenas uma norma de trânsito; é uma medida de segurança essencial que, se descumprida, pode ter consequências drásticas. A relação entre a fadiga e os acidentes é clara, e a responsabilidade de motoristas e empresas de transporte é fundamental para garantir a segurança de todos nas rodovias. Portanto, uma maior conscientização sobre a importância do descanso é necessária, assim como melhorias na infraestrutura para apoio aos motoristas.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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