A reprogramação eletrônica de motores, uma prática comum em veículos a combustão, começa a ganhar espaço entre modelos eletrificados. Durante uma entrevista ao podcast da revista Quatro Rodas, o preparador automotivo Ricardinho ACF discutiu a experiência de ajustar o hatch elétrico Geely EX2 para o Festival Interlagos, revelando detalhes sobre esse processo no universo dos carros elétricos.
A complexidade das modificações nos elétricos
Ricardinho destacou que, embora seja viável modificar carros elétricos, o custo é superior ao das alterações em veículos a combustão. Isso se deve à complexidade dos componentes eletrônicos envolvidos. O projeto, desenvolvido em parceria com a fabricante chinesa Geely, demonstrou que é possível aumentar a potência e o torque de um motor elétrico original, mantendo a lógica de acerto dinâmico similar à calibração de motores convencionais.
Desempenho e gerenciamento térmico
Durante o programa, o especialista comparou os desafios de gerenciamento térmico entre motores de combustão interna e elétricos. Ele lembrou que, assim como os motores a combustão, os elétricos também passam por rigorosos testes de resistência. Em situações de uso intensivo, como em uma bateria de drift, é possível explorar a margem operacional da bateria para um desempenho melhorado.
Contudo, essa demanda por maior descarga elétrica traz a necessidade de monitorar rigorosamente a dissipação de calor do sistema de alta tensão. Assim como o aumento de pressão em motores turbo requer sistemas de refrigeração mais eficientes para evitar falhas, as modificações em carros elétricos exigem um resfriamento apropriado para suportar os picos de energia sem comprometer a integridade das baterias ou do motor elétrico.

