.ETC»Autos»O crescimento dos carros chineses no Brasil e os erros do passado

O crescimento dos carros chineses no Brasil e os erros do passado

Resumir com:
Compartilhar:
O crescimento dos carros chineses no Brasil e os erros do passado

Os carros chineses se firmaram como uma presença significativa no mercado brasileiro, oferecendo veículos com padrão internacional a preços competitivos. Essa evolução é importante para motoristas e consumidores que buscam opções viáveis, além de impactar oficinas e seguradoras, que devem se adaptar a esta nova realidade.

No passado, a entrada das montadoras chinesas no Brasil, em 2006, foi marcada por desafios. Carros como os modelos da Chery faziam sucesso pela acessibilidade, mas a qualidade e o suporte pós-venda deixavam a desejar. Como consequência, muitos consumidores se sentiram prejudicados, e os veículos dessa época praticamente não têm valor no mercado de usados atualmente.

A situação mudou significativamente nos últimos anos. As marcas chinesas começam a valorizar a qualidade e o atendimento ao cliente. A GWM, por exemplo, iniciou suas operações no Brasil oferecendo um centro de distribuição de peças e garantias mais robustas, mirando conquistar a confiança do consumidor.

A história desses carros no Brasil é marcada por marcas que tiveram distintas fases de operação. Veja um resumo das principais empresas e suas trajetórias:

1. Chery
A Chery foi pioneira no Brasil, lançando modelos como QQ e Tiggo, e inaugurou uma fábrica em Jacareí (SP) em 2015. Contudo, mesmo com essa estrutura, a marca vendeu apenas 2.159 unidades em 2016. Após a compra de 50% das ações pela CAOA, a marca se reposicionou focando em SUVs, o que resultou em uma melhora nas vendas.

2. Changan
A Changan, que entrou no Brasil em 2025 através da CAOA, teve uma participação anterior no mercado sob o nome Chana, com modelos limitados a vans e utilitários. Essa estratégia apenas mudou mais recentemente com o foco em um portfólio diversificado.

3. Geely
Com operações no Brasil pela segunda vez, a Geely trouxe o hatch elétrico EX2 em 2025, utilizando a infraestrutura da Renault, e já tinha tentado uma entrada anterior em 2014. As experiências anteriores com o sedã EC7 mostraram que uma abordagem cuidadosa é essencial para ganhar espaço no mercado.

4. BYD
A BYD chegou ao Brasil já forte no setor de veículos elétricos, embora sua imagem inicial tenha sido marcada por modelos que usavam mecânicas antigas e relembrem cópias de outros veículos. A modernização da linha de produtos sob nova direção de design foi crucial para mudar essa percepção.

5. GWM
Originada da Great Wall Motors, a GWM tem feito um forte investimento na produção de SUVs e picapes, sempre com uma abordagem cautelosa ao entrar em novos mercados. O aprendizado com processos legais relacionados a plágios, como o caso do modelo Peri, moldou sua estratégia atual e a imagem que a empresa busca projetar.

Para motoristas e consumidores, esse histórico é crucial, pois reflete um passado que molda a confiança nos veículos chineses. As montadoras estão investindo pesado para superar as dificuldades anteriores e conquistar o consumidor brasileiro, que se tornou mais exigente e consciente sobre a qualidade e o suporte disponível.

A evolução dos carros chineses mostra um caminho de aprendizado e adaptação. Com uma oferta mais robusta e confiável, eles começam a mudar a percepção que o público possui sobre essas marcas, que antes eram sinônimo de riscos e apostas. As novas tecnologias e a crescente oferta de veículos eletrificados devem continuar a impactar positivamente o mercado.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

WordPressSEOMídia DigitalPublisher Relations