O custo do seguro de carro pode ser significativamente impactado por diversos fatores, e as infrações de trânsito estão entre eles. Para motoristas e consumidores, essa relação pode gerar surpresas indesejadas no momento da renovação da apólice. Muitos não percebem que acumular multas pode não apenas prejudicar seu orçamento, mas também dificultar o acesso a condições mais favoráveis nas seguradoras.
Cometer infrações não traz apenas o ônus financeiro imediato e a perda de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas também aumenta as despesas ao contratar ou renovar o seguro. As seguradoras utilizam o histórico de infrações como um indicativo de risco; motoristas com um histórico de multas são considerados mais propensos a registrar sinistros.
A precificação do seguro é feita com base em análises estatísticas de probabilidade, onde as seguradoras avaliam o comportamento do motorista para prever o risco de incidentes, como colisões. Para elas, motoristas que desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e acumulam multas demonstram uma condução menos responsável, o que eleva o risco e, consequentemente, o valor da apólice.
O impacto nas apólices pode se manifestar de várias maneiras, como:
- Aumento do prêmio na renovação.
- Perda ou redução do bônus.
- Mudança de categoria de risco.
- Exigência de franquia maior.
- Recusa de proposta para perfis considerados de alto risco.
- Maior rigor na regulação do sinistro, especialmente em casos de agravamento de risco.
As seguradoras costumam avaliar o histórico do condutor, levando em conta não só infrações de trânsito, mas também sinistros anteriores e características do veículo. Embora uma multa isolada geralmente tenha impacto mínimo, um padrão de infrações pode sinalizar um risco elevado e afetar o valor do serviço.
Os principais fatores que as seguradoras analisam incluem:
- Recorrência de multas em curto período.
- Gravidade das multas, como aquelas por excesso de velocidade.
- Histórico de sinistros e as circunstâncias associadas.
- Perfil declarado do motorista, incluindo uso do veículo e quilometragem.
- Conduzido principal e eventuais.
É comum que o motorista perceba o efeito das multas somente no momento da renovação do seguro, quando se depara com o aumento do prêmio sem uma explicação clara.
Entre as infrações que mais elevam o preço do seguro, destacam-se:
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Excesso de velocidade: Lidera as estatísticas e pode ter penalidades variáveis de acordo com o percentual excedido. Por exemplo, uma infração gravíssima pode resultar em multa de até R$ 880,41, além da perda imediata do direito de dirigir.
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Dirigir sob efeito de álcool: Esse comportamento é classificado como de alto risco, levando a penalizações severas, e os motoristas nessa condição são categorizados como “perigosos” pelas seguradoras.
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Avançar o sinal vermelho: Ignorar a sinalização semafórica é um indicador de comportamento arriscado, com maior chance de sinistros graves, resultando em custo elevado na apólice.
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Uso de celular ao volante: Considerada uma das principais causas de acidentes, essa infração também pode elevar as tarifas do seguro, devido à distração que provoca e ao tempo de reação do motorista.
Compreender como as infrações de trânsito influenciam o seguro é fundamental para gerenciar custos e evitar surpresas desagradáveis na hora de renovar a apólice. Manter uma condução responsável não só ajuda na segurança no trânsito, mas também preserva a saúde financeira do motorista.
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