A remoção do limpador traseiro em automóveis elétricos recentes tem gerado questionamentos entre os consumidores no Brasil. Especialistas apontam que a configuração do vidro traseiro nesses modelos, com pouca inclinação, contribui para a formação de uma zona de baixa pressão que dificulta a autolimpeza, fazendo com que sujeira e resíduos se acumulem.
Segundo Mario Pinheiro, especialista em dinâmica veicular da SAE Brasil, essa zona de turbulência é mais pronunciada em velocidades baixas, o que justifica a busca por soluções alternativas na engenharia dos veículos. Para melhorar a aerodinâmica, as montadoras têm optado por aumentar a inclinação do vidro e adicionar aerofólios traseiros funcionais. Essas mudanças não apenas eliminam a necessidade do limpador, mas também reduzem o peso total do veículo, promovendo eficiência energética e diminuindo custos de fabricação.
Modelos sem Limpador Traseiro
No mercado nacional, vários modelos de sucesso já seguem essa tendência. O BYD Dolphin Mini, líder em vendas, não possui o acessório de fábrica. Embora o BYD Dolphin tenha sido lançado sem o limpador, ele passou a contar com o item em atualizações de frota. Outro exemplo é o hatch elétrico Geely EX2, que também foi projetado sem a palheta traseira.
Implicações para Proprietários
Para os proprietários que sentem a necessidade de um limpador traseiro, a instalação por conta própria é inviável. Isso se deve à ausência de cabeamento e motores elétricos na tampa do porta-malas, o que tornaria a modificação extremamente complexa, exigindo mudanças no vidro. Como alternativa, especialistas recomendam o uso de produtos cristalizadores e repelentes de água para ajudar a manter a visibilidade, mitigando os efeitos do acúmulo de poeira e água.

