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Marcas chinesas intensificam produção no Brasil com novas fábricas e modelos

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Marcas chinesas intensificam produção no Brasil com novas fábricas e modelos

As marcas chinesas estão ganhando cada vez mais espaço no mercado automotivo brasileiro, com várias delas implementando planos de produção local. Esse movimento é de grande importância para motoristas e consumidores, uma vez que a nacionalização pode resultar em preços mais competitivos, maior variedade de modelos e melhorias na qualidade dos veículos. Acompanhe a evolução dessa nova fase da indústria automobilística no Brasil.

A Chery foi a pioneira entre as fabricantes chinesas ao estabelecer sua planta em Jacareí (SP) em 2014. Com o tempo, a operação foi assumida pelo grupo brasileiro Caoa, que também possui uma fábrica em Anápolis (GO) onde produz os modelos Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8, em regime CKD. Esse regime permite a montagem de veículos a partir de componentes que chegam em kits. Embora as versões híbridas plug-in sejam importadas, a Chery já iniciou a integração de alguns processos de fabricação locais, como pintura e solda.

A Caoa Changan é outra montagem em Anápolis e, desde 2026, produz os modelos Uni-T e CS75. O diferencial da Changan é o uso do regime peça por peça, que facilita a nacionalização dos componentes. O grupo planeja introduzir um terceiro modelo, o CS55, reforçando seu comprometimento com o mercado local.

A GWM, por sua vez, foi a primeira fabricante chinesa a comprar uma planta no Brasil, adquirindo a antiga instalação da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) em 2021. Com a produção já iniciada em 2025, a montadora trouxe o Haval H6, a picape Poer P30 e o Haval H9, todos produzidos em regime peça por peça. A GWM está em contato com fornecedores locais para aumentar a nacionalização de seus veículos e planeja abrir uma segunda fábrica no Espírito Santo.

A BYD, reconhecida por seu marketing agressivo, entrou no Brasil com a compra da fábrica de Camaçari (BA) em 2023, anteriormente da Ford. A produção efetiva começou em setembro de 2025, utilizando o regime SKD, onde os veículos são montados a partir de kits semiprontos. Com intenção de migrar para a produção nacionalizada até 2026, a BYD já possui modelos como Dolphin Mini, Song Pro e King em sua linha.

Outras marcas chinesas também estão se preparando para entrar no mercado brasileiro com planos de nacionalização, como a Geely, que comprou parte da Renault do Brasil e utilizará sua fábrica em São José dos Pinhais. A Geely planeja iniciar a montagem do hatch elétrico EX2 em regime SKD ainda em 2026, enquanto a GAC anunciou um investimento de R$ 1,3 bilhão na fábrica da HPE em Catalão (GO) para fabricar seus automóveis, com a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento local.

Por último, a Leapmotor, apoiada pelo grupo Stellantis, iniciará operações em Goiana (PE) em 2026, enquanto a MG Motor, pertencente à SAIC, pretende montar o modelo MG4 Urban na fábrica PACE, em Horizonte (CE), em regime SKD até o final de 2026.

As montadoras chinesas não apenas ampliam a concorrência, mas também trazem inovação e opções diversificadas ao consumidor brasileiro. O aumento da produção local deve continuar a impactar positivamente o setor automotivo, com novas tecnologias e a possibilidade de preços mais acessíveis.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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