A Geração Z está transformando o cenário do marketing e obrigando empresas a repensarem seus funis de vendas tradicionais. Composta por jovens nascidos entre 1997 e o início da década de 2010, essa geração é nativa digital, crescendo em meio a redes sociais, vídeos curtos e interações online. Essa realidade a torna uma força influente nas estratégias de comunicação e marketing digital, essencial para marcas que desejam se conectar com esse público.
No Brasil, o impacto da Geração Z é significativo, representando mais de 10% da população nacional. Essa fatia da sociedade não apenas aumenta o poder de compra, mas também dita as tendências de consumo, especialmente em ambientes digitais. Segundo um estudo conduzido pela mLabs em parceria com a Conversion, intitulado “A Nova Jornada de Compra”, 87% dos jovens encontram produtos no Instagram e 80% no TikTok. Além disso, 59% daqueles que descobrem itens nas redes sociais finalizam a compra, demonstrando a influência dessas plataformas no comportamento do consumidor.
A mudança no comportamento de compra da Geração Z está desafiando o modelo clássico do funil de vendas, que, embora tenha sido eficaz por mais de um século, está se mostrando obsoleto. O comprador moderno não segue mais um caminho linear da descoberta até a fidelização; pelo contrário, ele navega por uma jornada fragmentada e interativa, onde pesquisa, compara preços e analisa avaliações em tempo real.
Para Olga Britto, estrategista de marketing, essa transição exige que as marcas se adaptem rapidamente. Na visão dela, “a Geração Z não responde a discursos prontos. Ela quer participar, questionar e se sentir representada.” Marcas que insistem em métodos tradicionais correm o risco de perder relevância para aquelas que estabelecem relações mais transparentes e autênticas.
No contexto digital, o papel das redes sociais na jornada de consumo é crucial. Plataformas como Instagram e TikTok funcionam simultaneamente como vitrines, buscadores e canais de relacionamento. As ferramentas de inteligência artificial, junto aos mecanismos de busca, ampliam a capacidade de comparação e validação de produtos, permitindo que os jovens consumidores analisem diferentes conteúdos e influenciadores antes de tomar suas decisões.
Olga Britto também destaca que as estratégias de marketing precisam priorizar a construção de valor antes mesmo da intenção de compra. “O marketing e a Geração Z caminham juntos na construção de narrativas reais. Não se trata apenas de vender, mas de estabelecer conexões”, explica. Essa nova abordagem é fundamental para engajar o público-alvo.
Além da conexão, a autenticidade é um elemento central na relação da Geração Z com as marcas. Eles prestam atenção ao posicionamento das empresas, às iniciativas sustentáveis e à coerência nas mensagens transmitidas. Para se manterem relevantes, as empresas precisam entender como são percebidas nas diversas plataformas, pois a falta de clareza pode levar à desconsideração ou à percepção de repetição de campanhas genéricas.
Por fim, a Geração Z está estabelecendo um novo padrão de consumo onde confiança, diálogo e propósito são tão importantes quanto o preço e a qualidade do produto. Isso pressiona as empresas a reestruturarem seus funis de vendas para não apenas atender às expectativas desse público, mas também para se manterem competitivas até 2026 e além.
Crédito da imagem: divulgação/reprodução

