O crescimento das montadoras chinesas no Brasil vai além das simples vendas de veículos. A GAC, por exemplo, está focando em uma estratégia abrangente que envolve produção nacional, desenvolvimento de produtos diversificados e infraestrutura de recarga. Luiz Fernando Guidorzi, Diretor de Marketing e Comunicação da empresa, destacou durante um podcast que a marca busca se consolidar no mercado, não apenas como uma fabricante de elétricos, mas como uma opção versátil que atende a diferentes perfis de consumidores.
O hatch elétrico Aion UT já se destacou com mais de 1.300 reservas em poucas semanas, revelando um interesse crescente dos brasileiros por veículos eletrificados que combinam preço, tecnologia e segurança. Aproximadamente 70% dos clientes escolheram a versão mais completa, indicando que a tecnologia e os equipamentos estão tão valorizados quanto o preço.
Guidorzi afirmou que a GAC planeja ampliar rapidamente seu portfólio, oferecendo alternativas para variados segmentos. A estratégia envolve a diversificação de produtos, sem se restringir apenas aos carros elétricos, comparando-se ao que outras montadoras chinesas têm feito no Brasil.
Com a fábrica em Catalão (GO), prevista para iniciar operações em 2027, a GAC se propõe a adaptar seus veículos às demandas locais, além de atender às exigências do programa Mover. Esse movimento visa não apenas reduzir custos, mas também garantir uma operação sustentável a longo prazo.
A questão da infraestrutura de recarga é um desafio central para a GAC. A empresa colabora com outras empresas para expandir a rede de carregadores rápidos, facilitando a experiência dos consumidores que desejam migrar para os veículos elétricos. Essa infraestrutura se torna vital na transição e convivência com diferentes tecnologias, como híbridos e até veículos com extensor de autonomia, que devem coexistir enquanto o Brasil avança rumo à eletrificação total da frota.
A abordagem da GAC reflete um entendimento profundo das particularidades do mercado brasileiro, incluindo a diversidade na matriz energética e o uso do etanol. A marca quer se posicionar com uma operação sólida, que não se resuma apenas a preços competitivos, mas também a investimentos em tecnologia e conectividade, visando um crescimento sustentado no país.
Crédito da imagem: divulgação/reprodução

