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Erro na coleta de cabelo para exame toxicológico gera polêmica entre motoristas

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Erro na coleta de cabelo para exame toxicológico gera polêmica entre motoristas

Desde maio de 2023, a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas e motociclistas passou a exigir o exame toxicológico com resultado negativo. Esse procedimento visa coibir o ingresso de condutores com histórico recente de uso de substâncias psicoativas no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). No entanto, um incidente recente em Sapé (PB) levantou preocupações sobre a execução adequada desse exame e a fiscalização envolvida.

Ana Karolina, uma candidata à habilitação, denunciou publicamente que durante a coleta do exame, parte do seu cabelo foi raspada de maneira inadequada. A repercussão nas redes sociais trouxe à tona diversos questionamentos sobre o procedimento, destacando a quantidade de cabelo necessária para a realização do teste e a importância de seguir os protocolos corretos.

O exame toxicológico, que anteriormente era obrigatório apenas para motoristas profissionais, agora se estende também a quem deseja obter a CNH nas categorias A, B e AB. Essa mudança legislativa visa garantir a segurança no trânsito, evitando que indivíduos sob efeito de drogas conduzam veículos.

Para realizar o teste, existem etapas específicas que devem ser seguidas:

  1. Locais autorizados: A coleta deve ser realizada exclusivamente em laboratórios credenciados pela Senatran ou em postos de coleta autorizados. Coletas domiciliares ou em unidades móveis não são permitidas.

  2. Material da amostra: Utiliza-se uma pequena mecha de cabelo. Caso não haja cabelo suficiente, é possível utilizar pelos corporais, desde que o comprimento e espessura sejam adequados.

  3. Coleta do material: O procedimento deve garantir uma amostra suficiente para assegurar a reprodutibilidade do exame.

  4. Prazos e validade: O laboratório tem 15 dias para inserir o laudo no sistema Renach, e o resultado tem validade de 90 dias.

O exame verifica a presença de substâncias psicoativas por meio do acúmulo dessas em queratina, que compõe cabelos e pelos. Com o crescimento dos fios, as drogas se incorporam ao cabelo e podem ser detectadas. Para o exame, são necessárias amostras de pelo menos três centímetros de comprimento, representando um período de até 90 dias de consumo.

É importante ressaltar que os procedimentos realizados nos cabelos, como tinturas ou alisamentos, não interferem diretamente nos resultados. Contudo, a coleta deve ser feita rente à raiz para garantir que a amostra reflita o consumo recente de drogas.

O episódio em Sapé foi particularmente alarmante, pois a profissional responsável pela coleta cometeu erros que causaram danos físicos e emocionais à candidata. Após a repercussão, o laboratório envolvido admitiu a falha em seu procedimento e se comprometeu a custear o tratamento capilar e acompanhamento psicológico necessários para a candidata.

Além disso, os exames toxicológicos são planejados para identificar o uso de diversas substâncias, incluindo anfetaminas, canabinoides e opiáceos, entre outros, e não detectam substâncias como antidepressivos ou álcool. A janela de detecção varia de 90 a 180 dias, dependendo se o material analisado é cabelo ou pelos corporais.

Dado o aumento na exigência de exames toxicológicos, tanto motoristas quanto profissionais de laboratórios devem estar atentos aos protocolos estabelecidos para garantir a segurança e eficácia nos testes. A necessidade de conscientização e treinamento adequados por parte dos profissionais envolvidos é fundamental para evitar novas ocorrências como a de Sapé, garantindo um trânsito mais seguro para todos.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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