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Desvalorização de carros elétricos atinge 49,3%, enquanto a de combustão é de 13,4%

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Desvalorização de carros elétricos atinge 49,3%, enquanto a de combustão é de 13,4%

A desvalorização dos veículos elétricos no Brasil levanta preocupações significativas para motoristas, consumidores e frotistas que consideram a compra desses automóveis. Atualmente, os carros elétricos usados enfrentam uma perda de valor acentuada em comparação aos modelos a combustão. Dados do IBV Auto, que monitora a variação de preços de veículos usados, revelam um cenário desafiador para os interessados em modelos elétricos.

Em um levantamento recente, os carros elétricos lançados em 2022 apresentaram uma desvalorização média de 49,3%, enquanto veículos a combustão perderam apenas 13,4% de seu valor. Essa tendência se manteve em modelos de 2023, que registraram uma perda de 45,6% para elétricos, contra 20% para os a combustão. Esse quadro é reflexo do aumento da concorrência e da redução dos preços de novos modelos, que pressionam o mercado de seminovos elétricos.

Porém, a liquidez no mercado mostra que alguns modelos elétricos estão se destacando. Segundo uma pesquisa da consultoria Indicata, os veículos elétricos a bateria (BEV) mostram uma maior velocidade de vendas, com um Market Day Supply (MDS) de 47 em janeiro de 2026, o melhor entre os grupos analisados. Isso significa que, embora a desvalorização seja alta, a revenda de determinados modelos elétricos já se torna mais viável, particularmente para modelos de entrada como BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini.

Os dados também mostram que a desvalorização dos elétricos não é uniforme. Modelos como o BYD Dolphin Mini, por exemplo, tiveram uma perda de apenas 15,4%, similar a compactos tradicionais, indicando que a estratégia comercial e a configuração do veículo impactam diretamente sua desvalorização. Em contraste, veículos mais caros e complexos tendem a sofrer uma perda de valor mais significativa.

Analisando a performance dos compactos a combustão, como Volkswagen Polo, Chevrolet Onix e Hyundai HB20, percebe-se que a perda de valor deles, em torno de 17% a 18%, se alinha com a desvalorização de alguns elétricos. Essa comparação revela que, em determinados segmentos, a desvalorização dos elétricos não é tão desvantajosa quanto poderia parecer.

Focando nos SUVs, o Volvo EX30 Core, atualmente no mercado, apresenta uma desvalorização de 22,2%, semelhante a modelos a combustão, como o Jeep Compass e o Volkswagen Taos. Essa aproximação sugere que, pelo menos em determinados segmentos, a desvalorização dos elétricos pode estar se estabilizando.

Outra mudança relevante no comportamento do consumidor é notada nas buscas online. Dados do Google Trends mostram um aumento no interesse por termos relacionados à manutenção e revenda de carros elétricos. Considerações sobre a “vida útil da bateria” e a desvalorização têm ganhado destaque nas pesquisas, refletindo a crescente busca por informações sobre esses veículos.

A conclusão é que, enquanto a desvalorização dos carros elétricos ainda apresenta desafios significativos, especialmente em relação ao volume geral, alguns modelos se destacam pela menor perda de valor, indicando um potencial de revenda mais competitivo. Para motoristas e frotistas, essa informação é crucial na hora de decidir por um veículo elétrico, sendo essencial considerar o modelo, o tipo de utilização e as condições do mercado.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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