O segundo semestre apresenta um cenário desafiador para empresas e anunciantes, com consumidores mais exigentes e a crescente influência da inteligência artificial nas plataformas digitais. O custo da mídia permanece elevado e a previsibilidade dos resultados se torna um desafio constante para quem investe em publicidade. Nesse contexto, depender exclusivamente de anúncios pode ser arriscado.
O impacto mais significativo está nas plataformas que conseguem atrair a maior parte dos investimentos em mídia, como a Meta. Ela tem adotado uma abordagem de automação baseada em inteligência artificial, decidindo diversos aspectos das campanhas, como o público-alvo e a alocação de orçamento. Embora isso prometesse eficiência, muitos anunciantes relataram campanhas com resultados instáveis, aumento no custo por mil impressões (CPM) e desempenho imprevisível.
A situação se agrava em anos eleitorais, onde restrições adicionais e maior concorrência tornam o ambiente ainda mais complicado. Com a crescente quantidade de conteúdo eleitoral, o leilão de anúncios se torna mais competitivo, refletindo nos custos por impressão.
No Google, a transformação segue uma trajetória semelhante, com a inteligência artificial assumindo um papel central nas campanhas e a qualidade dos dados dos anunciantes ganhando relevância. Isso indica uma mudança de um modelo focado apenas em mídia para um que prioriza o uso estratégico de dados.
Diante desse cenário, investir em anúncios pode não ser a solução mais eficaz. Um conselho valioso seria priorizar a construção de uma base sólida de clientes. Enquanto as plataformas mudam suas regras e algoritmos, a lista de contatos, leads e clientes representa um ativo valioso que não pode ser tomado por terceiros.
Empresas que organizam suas bases de dados conseguem um desempenho mais previsível nas vendas. Elas podem realizar campanhas mais eficazes de remarketing, personalizar o público-alvo e utilizar suas listas de contatos para otimizar campanhas. Essa abordagem permite um relacionamento mais direto com os clientes, transformando cada interação em uma oportunidade estratégica.
A mídia paga continua relevante, mas deve ser vista como um ponto de partida para relacionamento, não como um fim em si mesmo. Construir uma base forte permitirá que as empresas reduzam sua dependência das plataformas, minimizando os riscos associados às suas flutuações e custos crescentes.
Nesse segundo semestre, o foco deve ser na construção de um patrimônio digital, que depende de uma boa organização dos dados, do conhecimento sobre os clientes e da transformação do relacionamento em estratégias de crescimento eficazes. Adaptar-se a esse novo cenário é crucial para garantir a sustentabilidade e o sucesso no marketing digital.
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