O futuro do Chery QQ3 no Brasil depende da montagem local, como afirmou Guibing Zhang, CEO global do Grupo Chery. A produção nacional é vista como uma necessidade para que o modelo se torne competitivo no mercado brasileiro.
Por que a produção local é crucial?
Zhang destacou que importar o modelo integralmente não é a melhor abordagem, reiterando que, para garantir a competitividade, é imprescindível que o QQ3 seja fabricado em território nacional. Na China, o QQ já se firma como um modelo de sucesso, competindo com outros hatchbacks populares, como o Geely EX2 e o BYD Dolphin.
Desafios para a produção no Brasil
A Chery está avaliando como estabelecer sua própria linha de produção. Atualmente, a montagem de veículos da marca no Brasil é realizada através da Caoa, que opera em Anápolis (GO) e é responsável pela produção dos modelos Tiggo.
A empresa tem duas alternativas no horizonte: uma delas é a negociação com a Jaguar Land Rover para adquirir a fábrica em Itatiaia (RJ), que está inativa desde o último semestre. Contudo, um acordo ainda não está fechado. A outra opção envolve retomar a instalação em Jacareí (SP), que foi construída em 2014, mas enfrentou problemas relacionais com os sindicatos. Além disso, a propriedade do nome QQ no Brasil pertence ao Grupo Caoa, complicando ainda mais a situação.
Especificações do Chery QQ3
Se concretizada a produção, o QQ3 é um hatch com 4,19 metros de comprimento e distância entre-eixos de 2,70 metros, que reflete o estilo do EX2. Equipado com motor de 122 cv e uma bateria de 41,2 kWh, o modelo promete uma autonomia de 420 km, segundo dados do ciclo de testes chinês. A recarga rápida, que permite recuperar de 30% a 80% da carga em menos de 17 minutos, é outro atrativo.
O interior do QQ3 oferece um acabamento de qualidade e um espaço interno amplo, com itens modernos como quadro de instrumentos digital e uma central multimídia de tela generosa, voltando-se para os assistentes de condução.
Por enquanto, a chegada do QQ3 ao mercado brasileiro permanece incerta, visto que Zhang enfatiza que a importação não inviabiliza sua competitividade. O sucesso do modelo pode depender de sua produção local e resposta às demandas do consumidor brasileiro.

