Durante o Ultra Day 2026, o investidor Luiz Barsi Filho levantou uma questão pertinente sobre o futuro da rede de postos Ipiranga, diante da ascensão dos carros elétricos. A pergunta gerou um debate importante sobre como a eletrificação pode impactar o consumo de gasolina e etanol nos próximos anos, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios atual.
Os executivos da Ultrapar, empresa controladora da Ipiranga, afirmaram que o Brasil provavelmente será um dos últimos mercados a abandonar os motores a combustão, apontando que, apesar do crescimento dos veículos elétricos, o consumo de combustíveis tradicionais ainda está em alta no país. Essa observação sugere que, pelo menos em um futuro próximo, a transição para veículos elétricos não resultará em uma queda brusca na demanda por gasolina e etanol.
A Ipiranga mantém uma infraestrutura robusta, com aproximadamente 6 mil postos de combustíveis bem distribuídos pelo Brasil, o que é considerado um ativo estratégico. Os executivos ressaltaram que essa rede oferece a possibilidade de explorar novas oportunidades de negócios, mesmo em um cenário onde os veículos elétricos se tornam mais comuns.
De acordo com os representantes da Ultrapar, a mudança para os veículos elétricos ocorrerá de forma gradual. Isso permitirá que os postos se adaptem às novas dinâmicas do setor de mobilidade, sem depender exclusivamente da venda de combustíveis, e possibilitando que se reinventem para atender às necessidades de um mercado em transformação.

