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Brasil alcança US$ 143,3 bilhões em comércio com a China, mas depende de commodities

Comércio crescente entre Brasil e China destaca dependência de commodities e desafios nas exportações, refletindo a complexidade das relações bilaterais.

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Brasil alcança US$ 143,3 bilhões em comércio com a China, mas depende de commodities

A balança comercial entre Brasil e China alcançou um novo marco, com o comércio bilateral atingindo US$ 143,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 11,1% em relação ao período anterior. Essa relação coloca a China como o principal parceiro comercial do Brasil, representando cerca de 29% das trocas totais do país, com vendas quase duas vezes superiores às dos Estados Unidos.

Principais Destaques do Comércio

As exportações brasileiras para a China também tiveram um desempenho positivo, somando US$ 84,7 bilhões (+12%). Já as importações, que totalizaram US$ 58,6 bilhões (+9,9%), geraram um saldo favorável ao Brasil de US$ 26,1 bilhões.

Pauta Exportadora: Dependência de Commodities

No entanto, essa expansão comercial é marcada pela concentração nas exportações de três commodites principais: soja, petróleo e minério de ferro, que juntas respondem por mais de 77% do total. O petróleo foi o destaque em 2026, com vendas que alcançaram US$ 21,8 bilhões, um crescimento impressionante de 49% em relação ao ano anterior. A soja permaneceu com cerca de 35% do total exportado para a China, enquanto o minério de ferro teve uma participação de 15,6%.

Essa alta concentração traz riscos, pois oscilações nos preços internacionais afetam diretamente a balança comercial. Por exemplo, em agosto de 2026, as exportações para o país asiático caíram 10,9%.

Desafios da Carne Bovina

Outro ponto crítico é a carne bovina, que enfrenta restrições desde janeiro de 2026 devido a medidas de salvaguarda da China. O Brasil recebeu a maior cota de importação, limitada a 1,106 milhão de toneladas em 2026, com taxas que podem ultrapassar 55% para volumes excedentes. Após atingir esse teto em outubro, as exportações já haviam caído 89,6% em agosto, destacando a vulnerabilidade dessa categoria comercial.

O que o Brasil Compra da China

Em contrapartida, o Brasil importa principalmente produtos manufaturados e insumos, incluindo semicondutores, máquinas e veículos. Em 2026, o Brasil tornou-se o maior comprador mundial de veículos fabricados na China, importando US$ 5,2 bilhões, cerca de US$ 4,5 bilhões apenas em veículos eletrificados.

Esse movimento reflete a entrada das montadoras chinesas no mercado brasileiro, que passaram a oferecê-los com marcas próprias, gerando competição com a indústria nacional.

Novas Regras e Oportunidades de Importação

Desde maio de 2026, novas faixas do Imposto de Importação foram estabelecidas, facilitando compras internacionais. A isenção continua para remessas até US$ 50, enquanto valores superiores até US$ 3.000 enfrentam uma alíquota de 60% com desconto. Para empresas, a certificação como Operador Econômico Autorizado (OEA) proporciona benefícios de eficiência e redução de custos.

Impactos Práticos

Essas relações comerciais do Brasil com a China oferecem tanto oportunidades quanto desafios. Para o consumidor, isso pode significar uma maior oferta de veículos elétricos e insumos industriais a preços potencialmente mais baixos devido à eficiência logística. No entanto, a elevada dependência de commodities e a vulnerabilidade à volatilidade dos preços internacionais permanecem riscos significativos para a estabilidade econômica.

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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