A recente parceria entre a Ages e o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) destaca uma nova abordagem de Marketing Relacionado a Causas (MRC) que pode impactar significativamente a conservação da biodiversidade no Brasil. Durante julho, 1% das vendas de bioativos da Ages será destinado ao IPÊ, uma iniciativa que não apenas promove produtos, mas também fortalece a importância da biodiversidade para a saúde e o bem-estar social.
A Ages, uma empresa dedicada a desenvolver compostos bioativos derivados dos biomas brasileiros, atua a partir de um centro de pesquisa em Macapá/AP e um escritório no hub de inovação do Hospital das Clínicas em São Paulo. A companhia foca em necessidades de saúde como mobilidade, menopausa e longevidade da pele, aproveitando recursos naturais para criar soluções que valorizam a sustentabilidade e promovem a economia local.
De acordo com Fabio Steinecke, cofundador da Ages, essa colaboração com o IPÊ é uma maneira de realizar a conexão entre ciência e conservação. Ele ressalta que a biodiversidade é a base da pesquisa da empresa e que apoiar iniciativas de conservação é fundamental para a saúde da floresta. Essa parceria se alinha com a visão de promover a bioeconomia, que enfatiza a importância de preservar a natureza enquanto se inova.
Para Andrea Peçanha, coordenadora da Unidade de Negócios do IPÊ, a campanha é uma oportunidade para envolver novos públicos na causa socioambiental. Ela destaca como essa conexão com empresas que valorizam a floresta contribui para a conscientização sobre a saúde e o equilíbrio climático. Engajar farmacêuticos e farmácias é uma etapa importante para alcançar uma base mais ampla de consumidores, fazendo com que eles compreendam a relação entre suas escolhas de compra e a proteção do meio ambiente.
Os recursos obtidos com as vendas serão direcionados para as ações do IPÊ voltadas à preservação da biodiversidade. O Instituto possui um histórico notável na restauração florestal, com mais de 12 milhões de árvores plantadas e trabalhos que beneficiam famílias através de práticas sustentáveis e educação ambiental. Suas atividades incluem pesquisa e proteção de espécies ameaçadas, como o mico-leão-preto e a anta brasileira.
Peçanha enfatiza que iniciativas como essa não apenas envolvem um componente de vendas, mas também um esforço educacional que ajuda os consumidores a perceberem o impacto de suas escolhas. Escolher os bioativos da Ages é uma maneira de apoiar diretamente a luta contra as mudanças climáticas e ajudar comunidades em regiões como a Amazônia.
O objetivo é mobilizar aproximadamente 500 farmácias de manipulação para engajar-se nessa linha de implementação da bioeconomia nacional, reconhecendo-se como fundamentais na promoção de ciência local no mercado. Steinecke conclui que, ao transformar cada compra em uma ação que promove a ciência e a conservação, a campanha poderá alcançar seu real objetivo de benefício mútuo para a natureza e para a saúde.
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