.ETC»Entretenimento»BGS 2025 tem mais influenciadores que lançamentos de games relevantes

BGS 2025 tem mais influenciadores que lançamentos de games relevantes

Resumir com:
Compartilhar:
BGS 2025 tem mais influenciadores que lançamentos de games relevantes

A Brasil Game Show (BGS) deste ano teve sua 16ª edição e trouxe promessas de uma nova fase, segundo o CEO do evento, Marcelo Tavares. A mudança de local para o Distrito Anhembi, um espaço quatro vezes maior que a edição anterior, visava oferecer uma feira mais ampla, com estandes maiores e novos espaços para lançamentos e anúncios. No entanto, a expectativa parece não ter se concretizado.

Apesar do relevante espaço de 400 mil m² e a presença de grandes nomes do setor, como Nintendo, Sega e EA, o evento não se destacou pela apresentação de novidades em jogos e consoles. Em vez disso, o ambiente foi dominado por ativações de marcas e encontros com influenciadores, deixando em segundo plano as inovações esperadas do universo gamer.

Entre os destaques apresentados, a Nintendo trouxe o Switch 2, que, embora já fosse esperado, teve sua primeira aparição pública na BGS. Por outro lado, o novo Metroid Prime teve sua presença reduzida a um simples painel. A Sega também fez sua parte, apresentando Sonic Racing: Crossworlds, enquanto a EA lançou Battlefield 6 na feira, mas esses momentos foram escassos.

Jogos como Resident Evil Survival Unit para dispositivos móveis mostraram-se interessantes, mas não conseguiram capturar a profundidade narrativa dos títulos principais da franquia, refletindo uma limitação comum em jogos mobile.

Os jogos independentes, que costumam trazer inovação ao mercado, se encontraram com dificuldades. Apesar de um layout planejado para facilitar a visibilidade, muitos estandes independentes estavam ocultos por tapumes, tornando-os menos acessíveis para os visitantes. Essa falta de ênfase em desenvolvedores independentes demonstrou uma desvalorização de quem traz novidades e criatividade ao mercado.

Outro aspecto negativo foi a oferta de jogos retrô, muitos dos quais estavam disponíveis apenas para pagamento. Para uma feira que cobra ingressos a partir de R$ 150, isso pareceu um movimento equivocado, especialmente com a expectativa de cativar jogadores mais velhos.

A presença de influenciadores foi evidente, atraindo multidões, especialmente entre o público jovem. No entanto, isso levantou questões sobre se a BGS estava equilibrando adequadamente as personalidades da internet com o foco principal do evento: os jogos.

Em um contexto onde a expectativa do público gamer é alta, o evento precisou de elementos adicionais para reverter a percepção de que foi mais do mesmo em comparação com edições anteriores. Tavares, questionado sobre a comparação com outros eventos de games no Brasil, foi firme ao afirmar que a BGS é muito maior que os demais, sugerindo uma certa desconexão em aprender com as experiências alheias.

Com isso, a BGS enfrenta o desafio de se reinventar para manter seu prestígio e relevância no cenário gamer. Para o próximo ano, será crucial para a feira encontrar um equilíbrio entre as demandas do público e as estratégias de marketing das marcas.

O mercado de eventos de games continua a evoluir, e a BGS terá que estar preparada para se adaptar às novas expectativas dos consumidores, especialmente em um ambiente onde cada vez mais os jogadores buscam experiências memoráveis e inovadoras.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

TecnologiaNegóciosMarketingAutosConsumo e Sustentabilidade