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Ativistas pedem fim da publicidade de refrigerantes na Copa do Mundo

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Ativistas pedem fim da publicidade de refrigerantes na Copa do Mundo

A pressão por mudanças nas práticas de publicidade durante grandes eventos esportivos está crescendo, e a campanha “Tirem o Refrigerante de Campo” é uma prova disso. Com o término da Copa do Mundo se aproximando, ativistas clamam para que esta seja a última edição patrocinada por fabricantes de bebidas açucaradas. O foco da iniciativa está na saúde pública, destacando a alarmante relação entre o consumo de refrigerantes e o aumento de doenças como obesidade e diabetes.

Mais de 100 organizações, incluindo oito brasileiras, uniram forças nessa campanha, que visa convencer a FIFA a reavaliar contratos de patrocínios, em especial com a Coca-Cola. O impacto da ingestão de bebidas adoçadas é significativo: para cada aumento de 250 mililitros consumidos diariamente, o risco de obesidade sobe 12%, o de diabetes tipo 2 aumenta em 19% e a mortalidade cardiovascular apresenta um risco 13% maior. No caso de crianças e adolescentes, um único refrigerante de 355 ml pode superar a quantidade diária recomendada de consumo de açúcares livres.

Até o dia 14 deste mês, a mobilização já contava com o apoio de aproximadamente 720 mil pessoas. As organizações envolvidas enviaram uma carta aberta ao presidente da FIFA, Giovanni Infantino, expressando sua preocupação com o que chamam de “sportswashing”. Esse termo se refere à prática de marcas que buscam associar seus produtos a valores positivos relacionados ao esporte, distrair a população dos impactos negativos de seus produtos e, assim, normalizar o consumo de itens prejudiciais à saúde.

Os efeitos dessa publicidade não se limitam apenas ao presente. A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, ressalta que as campanhas voltadas para crianças e adolescentes podem perpetuar hábitos alimentares não saudáveis que têm repercussões nocivas a curto, médio e longo prazo. A experiência de outras indústrias, como a do tabaco, mostra que a pressão da sociedade pode resultar em mudanças significativas. Desde as décadas de 1990 e 2000, a Fórmula 1, por exemplo, afastou-se dos patrocinadores do setor.

Além da controvérsia envolvendo refrigerantes, a Copa do Mundo também enfrenta críticas por conta da crescente quantidade de anúncios de plataformas de apostas. Recentemente, restrições à publicidade dessas plataformas foram determinadas no Brasil, exigindo alertas que informam os riscos associados às apostas.

O futuro das práticas publicitárias em eventos esportivos continua a ser um tema importante de discussão. Enquanto isso, a campanha representa uma chamada não apenas à FIFA, mas a todos os envolvidos na promoção de hábitos mais saudáveis e conscientes.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Bruno Tavares

Fundador da Pixel Project

Sou fundador da Pixel Project e atuo há mais de 15 anos com desenvolvimento web, WordPress, SEO e projetos digitais. No Mercado ETC, acompanho temas ligados a tecnologia, negócios, marketing, autos e tendências do mercado.

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