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Ads com alta força ganham mais impressões, mas não convertem melhor que as fracas

Estudo revela que anúncios com alta força atraem mais visualizações, mas não garantem melhores taxas de conversão em vendas.

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Ads com alta força ganham mais impressões, mas não convertem melhor que as fracas

Um estudo recente trouxe à luz como o Google tem priorizado anúncios de força superior nas campanhas de pesquisa responsiva, mesmo que esses não sejam necessariamente mais eficazes em conversões. Essa análise, realizada por Brad Geddes, cofundador da Adalysis, destacou que, em 63% dos grupos de anúncios comparados, o anúncio com a melhor classificação em força de anúncio atraiu mais impressões, mas não necessariamente melhor conversão em vendas.

Cenário Atual dos Anúncios no Google

Com mais de 5.900 contas do Google Ads analisadas, a pesquisa questiona o valor real da força do anúncio em termos de desempenho. Embora o Google afirme que essa métrica serve apenas como guia e não influencia diretamente a elegibilidade de exibição, os dados de Geddes sugerem o contrário: anúncios com melhor classificação estão sendo favorecidos na exibição.

Interação entre Força do Anúncio e Conversão

Quando dois anúncios competem na mesma campanha com diferentes classificações de força, a vantagem em impressões frequentemente não se traduz em conversões. O estudo revelou que o anúncio mais bem classificado apenas teve uma taxa de conversão superior em 45% dos casos. Em corroboração a isso, os anúncios de menor classificação demonstraram, por vezes, taxas de conversão maiores, refletindo que a força do anúncio pode ser enganosa.

Impacto da Pinagem nos Resultados

Uma das descobertas mais interessantes relacionou-se à prática de pinagem, onde anúncios fixos muitas vezes apresentavam classificações mais baixas, mas taxas de conversão melhores. A pinagem pode limitar a variedade dos anúncios apresentados, prejudicando sua força geral ao ignorar a flexibilidade nas palavras-chave e mensagens. Assim, a fixação estratégica de headlines, que pode parecer benéfica, pode, na verdade, cair na armadilha de prejudicar a eficácia geral.

A Evolução ao Longo de Quatro Anos

Ao comparar as métricas de 2022 e 2026, ficou claro que o Google teve uma evolução significativa na forma como os anúncios são apresentados. O aumento na porcentagem de anúncios preferidos apenas por sua força, mesmo com taxas de cliques e conversões em queda, indiciam uma mudança na estratégia do gigante das buscas, ajustando a sua abordagem em relação à força do anúncio em um ambiente mais competitivo.

Práticas Recomendadas para Anunciantes

Para maximizar o desempenho dos anúncios, Geddes recomenda focar em como os anúncios estão configurados:

  • Classificação da Pinagem: Comece organizando os anúncios por status de pinagem, já que isso altera a maneira como os dados devem ser analisados.
  • Variedade ao Invés de Volume: Para anúncios não fixados, busque a excelência por meio de um mix diversificado de headlines, otimizando palavras-chave e chamadas à ação.
  • Revisão de Anúncios Fixados: Considere reconstruir anúncios com baixa classificação ao removê-los do estado de pinagem. Uma estratégia poderia ser repiná-los após otimizar suas mensagens.
  • Avaliação Contínua: Meça constantemente o desempenho em relação ao CPA (custo por aquisição) e CPI (custo por impressão), permitindo testes mais adequados entre anúncios de classificação diferente.

No final, mesmo que o Google tenha mudado sua abordagem em relação à força do anúncio, a resposta verdadeira sobre o que é eficiente reside na combinação de estratégias da força do anúncio com a conversão real. Anunciantes devem estar prontos para ajustar suas campanhas com base em dados concretos de desempenho e sempre buscar maximizar o valor gasto em publicidade.

Priscila Campos

Equipe Editorial

Priscila Campos acompanha temas ligados a marketing, consumo, negócios digitais e tendências de mercado. No Mercado ETC, escreve sobre assuntos que impactam marcas, empresas e consumidores.

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