O Jeep Renegade 1.8 flex é um SUV que gera opiniões fortes entre os motoristas e consumidores, principalmente por seus pontos positivos e negativos. Apesar das críticas ao desempenho do motor E.torQ, esse modelo se consolidou como um dos mais vendidos no Brasil, o que reflete sua aceitação no mercado de usados. Com uma história que remonta a 2015 e a produção de mais de 500 mil unidades, o Renegade influencia a mobilidade urbana e a escolha de muitos motoristas.
Lançado no Salão de Genebra em 2014, o Renegade fez sua estreia brasileira em março de 2015, oferecendo versões com motor 1.8 flex e 2.0 turbodiesel. Desde então, passou por reestilizações e lançou várias edições especiais, conquistando um público fiel. Curiosamente, cerca de 90% das vendas se concentraram no modelo com motor E.torQ.
Em termos de desempenho, o Renegade 1.8 oferece uma potência de 139 cv (etanol) e torque de 19,2 kgfm. Apesar de entregar arrancadas satisfatórias para o ambiente urbano, o SUV não é conhecido pela esportividade. O motor encontra dificuldades em alguns momentos, especialmente quando combinado com o câmbio automático de seis marchas, que pode apresentar hesitações entre marchas.
No que diz respeito ao consumo, o Renegade é frequentemente rotulado como “beberrão”. Segundo dados do Inmetro, sua eficiência é considerada mediana, especialmente em rodovias. Os números são os seguintes:
- Etanol – cidade: 6,7 km/l
- Etanol – estrada: 8,1 km/l
- Gasolina – cidade: 9,5 km/l
- Gasolina – estrada: 11,0 km/l
A dinâmica de condução do Renegade, por outro lado, é um ponto a favor. O SUV, mesmo com uma altura considerável, transmite segurança ao conduzir. A suspensão independente é eficiente, garantindo estabilidade em curvas e frenagens eficazes, com freios a disco nas quatro rodas.
Quando se fala de conforto, o Renegade não é o mais espaçoso da categoria, mas a posição de dirigir é elevada e ergonômica. O banco traseiro é ideal para dois adultos, enquanto a suspensão lida bem com irregularidades da pista. O acabamento interno é um dos destaques, com superfícies macias e materiais bem encaixados.
O porta-malas, por sua vez, sempre foi uma limitação do Renegade. Originalmente com 320 litros, a remodelação mais recente ampliou essa capacidade para 385 litros, mas ainda assim é considerado pequeno para o segmento.
Para quem busca um bom negócio no mercado de usados, a versão Renegade Sport 1.8 2018/19 MT se destaca, especialmente para aqueles que preferem câmbio manual. Com preço acessível, entre R$ 72 mil e R$ 76 mil, esse modelo oferece uma lista competitiva de equipamentos, como controle de estabilidade, câmera de ré, e uma central multimídia Uconnect.
Quem prefere a versão automática pode considerar o Night Eagle 1.8 AT 2017/18. Este modelo tem um visual diferenciado e um bom pacote de equipamentos, com preços variando entre R$ 75 mil e R$ 80 mil.
A manutenção do motor 1.8 é considerada regular, com peças disponíveis no mercado. Aqui estão alguns custos estimados para componentes do Renegade:
- Jogo de pastilhas de freio dianteiro: de R$ 220 a R$ 330
- Jogo de velas de ignição: de R$ 300 a R$ 420
- Bomba de combustível: de R$ 780 a R$ 1.000
- Kit de troca de óleo: de R$ 370 a R$ 490
Entre os problemas mais relatados, destacam-se falhas elétricas e questões no câmbio automático, frequentemente associadas ao trocador de calor. O histórico de recalls do Renegade também é relevante, tendo ocorrido sete ao longo dos anos, abordando desde software até componentes de segurança.
Compreender a história e as características do Jeep Renegade 1.8 é fundamental para quem está pensando em adquirir esse SUV. As avaliações sobre o modelo podem variar, mas suas vendas sólidas no mercado indicam que, para muitos motoristas, ele continua sendo uma opção viável.
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