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SpaceX aluga GPUs do Colossus 2, um data center crucial, limitando a expansão do Grok AI – TecStudio

A SpaceX acaba de concretizar um contrato de US$ 6,3 bilhões para alugar a capacidade de processamento do seu data center Colossus 2. Acordado com a empresa Reflection, que possui vínculos com o Pentágono, o movimento gera questionamentos para quem observa o mercado de inteligência artificial: será que o Grok AI da xAI está perdendo terreno dentro de sua própria estrutura?

Desde meados de 2025, a companhia de Elon Musk já vinha sublocando parte dos GPUs do Colossus 1, um centro de dados que se tornou uma verdadeira mistura de processadores. Agora, com o contrato do Colossus 2, a incerteza em relação ao futuro do modelo de IA da xAI aumenta ainda mais.

Datacenter Colossus, uma poderosa ferramenta da SpaceX no universo dos processadores de IA e GPUs Nvidia. Imagem: Reprodução xAI

De acordo com o acordo, a SpaceX fornecerá à Reflection acesso aos seus GPUs NVIDIA GB300 por US$ 150 milhões por mês, começando em julho de 2026 e se estendendo até junho de 2029. O contrato foi inicialmente revelado pelo perfil NIK no X (anteriormente Twitter) e confirmado pelo site CNBC.

A Reflection não é uma empresa comum. Com um investimento de US$ 800 milhões da NVIDIA, a companhia tem conexões diretas com o Pentágono, o que confere ao contrato uma importância estratégica além da mera transação comercial.

Enquanto isso, o Colossus 1 já estava sendo alugado para a Anthropic por US$ 1,25 bilhão por mês, e para o Google por US$ 920 milhões mensais. Ao todo, a SpaceX está gerando uma receita significativa com seus data centers.

Por que a SpaceX está terceirizando seus GPUs?

A questão que se impõe é: se o Grok AI necessita desses recursos para competir com OpenAI e Anthropic, por que a SpaceX está abrindo mão deles? A resposta pode estar na própria estrutura dos data centers.

O Colossus 1, que conta com mais de 220 mil GPUs NVIDIA (uma mescla de H100, H200 e GB200), é descrito internamente como uma ‘mistura’ de processadores. Essa configuração caótica torna o centro menos atrativo para treinar as versões futuras do Grok. De fato, a xAI consome apenas 11% da capacidade total de processamento disponível lá.

Por outro lado, o Colossus 2, com mais de 550 mil GPUs (GB200 e GB300), é mais organizado e avançado. Mesmo assim, a SpaceX optou por alugar parte dele para a Reflection, em vez de destinar tudo ao Grok.

O dinheiro não é problema para a SpaceX

É importante ressaltar que a SpaceX não está vendendo os GPUs por dificuldades financeiras. Após uma IPO recorde e uma vasta emissão de bonds, a empresa revelou ter mais de US$ 100 bilhões em caixa. A aquisição da Cursor por US$ 60 bilhões, por exemplo, foi feita por meio da troca de ações, sem afetar a liquidez da empresa.

Com uma quantidade tão significativa de capital, a decisão de monetizar os data centers, em vez de usá-los para impulsionar o Grok AI, parece ser um movimento estratégico que pode indicar uma mudança de prioridades dentro do império de Musk.

O que isso significa para o Grok AI?

Na prática, a terceirização em larga escala da capacidade de processamento do Colossus 1 e agora do Colossus 2 lança um sinal de alerta sobre o futuro do Grok AI. Enquanto OpenAI e Anthropic investem pesadamente em sua infraestrutura de treinamento, a SpaceX parece mais interessada em transformar seus data centers em geradores de receita do que em nutrir seu próprio modelo de IA.

Isso não implica necessariamente que o Grok será extinto, mas levanta dúvidas sobre o comprometimento da empresa em competir de igual para igual com os gigantes do setor. Em um mercado onde a capacidade de computação é o novo petróleo, alugar a refinaria em vez de produzir o próprio combustível pode ser uma aposta arriscada.

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Fonte: Wccftech

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