Tendo como ponto de partida o Sol, Marte é o quarto planeta do Sistema Solar, sendo o segundo menor. Por ser um planeta de coloração avermelhada, sua identificação no espaço não é difícil, e por essa mesma característica, os antigos romanos lhe batizaram com esse nome em homenagem ao Deus de mesmo nome, também conhecido como Ares, na mitologia grega, o Deus da Guerra. Algumas culturas asiáticas, como os chineses, japoneses e coreanos o chamam de Estrela de Fogo.
Marte se assemelha bastante com o planeta Terra nas seguintes particularidades: a duração do dia e das estações do ano; em 2015 a Nasa revelou a existência de água salgada nas encostas das montanhas desse do planeta vermelho. Em sua superfície foram encontradas calotas polares, compostas de água e dióxido de carbono. A maior montanha deste é a Olympus Mons, na qual há uma grande cratera e antigos leitos de rios.
Por ser menor que a Terra, Marte leva 24,6 horas para completar seu movimento de rotação e 687 dias para a translação. Outras características são: seu diâmetro, mais ou menos 6.794 quilômetros, tendo as temperaturas oscilantes entre 20ºC e -130ºC. A atmosfera é bastante fina, sua composição é feita de dióxido de carbono, monóxido de carbono, nitrogênio e oxigênio.
Aproximação
Ontem, 30 de maio, após 11 anos, Marte se posicionou mais próximo à Terra. Se você não viu ou não sabia, não se preocupe, o planeta continuará nesse ponto por mais ou menos duas semanas, então terá tempo para admirá-lo. De acordo com a Nasa, ele permanecerá 48 milhões de milhas mais perto, algo em torno de 77,2 milhões de quilômetros. A estimativa é que esse evento dure até 12 de junho.
Alan MacRobert, editor sênior da revista Sky & Telescope, disse: “Basta olhar à sudeste após o fim do crepúsculo, você não pode perder.” E ainda complementa: “Marte parece assustador agora, em comparação ao que normalmente vemos no céu.”
Se por acaso houver mau tempo e você não conseguir visão para observar Marte, o Slooh Community Observatory, irá apresentar um webcast (gratuito) ao vivo, através de seus telescópios remotamente operados.
A Terra e Marte se aproximam periodicamente, a cada 26 meses, mas por conta de suas órbitas elípticas essa distância varia bastante. De acordo com o Joe Rao, colunista da Space.com, em 2003 foi a última vez que marte esteve tão perto da Terra. Oposições Periélicas, é o nome que se dá ao momento em que Marte está em seu ponto mais próximo da Terra e do Sol. Esse evento ocorre à cada 15-17 anos.
Durante sua aproximação, o planeta fica tão brilhante que é possível vê-lo a olho nu. Tudo que você precisa fazer é olhar à baixo da Constelação de Escorpião, ao sul (no hemisfério norte). Marte estará acima da estrela mais brilhante dessa constelação, chamada Antares, também conhecida como a rival do planeta, porque às vezes passam muito próximo.
À esquerda de Antares é possível ver outro planeta, Saturno, com um forte brilho branco. Fazer a diferenciação entre os planetas e as estrelas é fácil, porque as estrelas não brilham tanto quanto os planetas. A atmosfera da Terra distorce a luz das estrelas, pois estão longes demais para parecerem um único ponto.
Utilizando um binóculos, Marte aparecerá como um ponto vermelho brilhante. Comum grande telescópio é possível identificar algumas características como suas calotas polares e nuvens. Alguns aficionados pelo assunto podem conseguir imagens surpreendentes combinando uma boa visão com um software de qualidade.
Em alguns momentos, marte pode ser ofuscado por Júpiter, que está em uma posição mais alta, ao sudoeste. Apesar de estar mais distante do Sol, seu brilho é muito mais forte, pelo fato de ser 20 vezes maior que o outro planeta.
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