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Cientistas treinam neurônios de ratos para… jogatinas de Doom

Imagem: Joshua J. Cotten/Unsplash

Ratos jogando Doom não são lá grandes novidades e já foram reportados aqui no TecMasters. Mas os cientistas estão indo além: agora, os experimentos estão treinando neurônios de ratos — sem a presença física dos roedores — para jogar o icônico título da id Software.

Por mais que o processo seja complicado, é preciso ter em mente que neurônios em rede são capazes de realizar pequenos comportamentos: centenas deles podem controlar pequenos animais, enquanto bilhões possibilitam instintos como razão, lógica e arte.

O mais curioso é que neurônios podem continuar em atividade mesmo sem um corpo humano ou animal. Naturalmente que exige processos de congelamento e manutenção. Mas ainda assim, com cuidados de conservação, eles ainda ficam aptos a atuar por si mesmos.

E foi aí que o canal The Thought Emporium resolveu explorar esse campo da neurociência para entender o potencial de neurônios de ratos. E como eles decidiram seguir com os testes? Ligando os neurônios a um computador para jogarem Doom, é claro.

É isso mesmo: neurônios de ratos jogando Doom

Como explica o vídeo, isso é possível por Doom ser um jogo relativamente fácil. Para jogá-lo, são necessários apenas movimentos direcionais, comandos para atirar ou trocar de arma e um botão de interação de ambiente. Um título icônico, mas com mecânicas fáceis.

Por conta disso, os cientistas do canal estão treinando neurônios para se adaptarem ao game. Quando matam inimigos, os eletrodos emitem um som “agradável” aos neurônios. Mas em casos de morte, eles recebem um som “desagradável”. Basicamente um treinamento baseado em recompensa e punição.

Os especialistas então conectam os neurônios cultivados de ratos em um aparato de hardware que os liga a um computador. E por meio de softwares, os sinais emitidos pelos neurônios são transformados em códigos que definem os movimentos a serem feitos in-game.

Como resultado, os neurônios dos roedores estão se tornando capazes de jogar Doom sem a presença de um cérebro ou corpo físico. Algo interessante e curioso, mas ao mesmo tempo assustador.


Créditos: TecMasters
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