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Abandono de animais: como acabar com uma situação insustentável

Segundo um estudo da Fundação Affinity, em 2016 foram recolhidos 104.447 cães e 33.335 gatos abandonados ou de rua, só na Espanha. Em 2015, os números foram praticamente iguais e tudo indica que os dados de 2017 não serão muito diferentes. O que podemos fazer para melhorar a situação? Como ajudar as associações protetoras de animais? 

Oito em cada 10 animais abandonados não têm raça definida (vira-lata) e mais da metade tem idade avançada, enquanto 30% são filhotes. As soluções para esse problema são: esterilizar, identificar com microchip ou adotar ao invés de comprar, ainda que a lei – que considera animais como seres vivos – também tenha um papel chave.

Perfil do animal abandonado e causas do abandono

O mesmo estudo identificava as características dos animais que chegavam aos abrigos. É verdade que se abandonam mais os animais mestiços do que os denominados de “raça pura”?

Quanto às causas de abandono, podemos dizer que geralmente estão relacionados com ninhadas não desejadas que, no pior dos casos, leva alguns donos a até a sacrificar os filhotes, assim como animais de caça de idade avançada que já não podem desempenhar sua tarefa.

Também podemos encontrar casos de cães que não receberam um adestramento adequado enquanto filhotes e que, ao chegar à idade adulta, se tornam impossíveis de cuidar para o dono.

O que a sociedade pode fazer para melhorar a situação

Em primeiro lugar, devemos levar em conta que muitas associações protetoras de animais dependem das contribuições particulares e do trabalho de seus voluntários para continuar funcionando. Isso quer dizer que, se a tendência a abandonar animais não diminuir, logo os abrigos não darão conta.

Muitas protetoras oferecem até créditos a estudantes universitários em troca de algumas horas de trabalho voluntário, ou animam a sociedade a participar em sorteios ou festas beneficentes que lhes permitem levantar fundos.

No entanto, a solução a longo prazo para melhorar a vida dos animais é uma conduta responsável e solidária por parte dos donos. Isso passa por:

Pequenos avanços na legislação

Em dezembro de 2017, o Congresso dos Deputados apoiou por unanimidade uma lei que considera os animais como seres vivos e não coisas, já que antes se considerava os animais como bens móveis.

Com essa lei, o objetivo foi se inspirar nas disposições dos códigos civis italiano e francês, que já reconhecem essa condição de seres vivos há tempos. Esse é mais um passo para o reconhecimento dos direitos dos animais e das obrigações que eles trazem para seus donos.


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