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Versão ocidental de Animal Crossing: New Horizons inclui personagens LGBT e não-binários

Escrito por Paulo Carmino

Fãs de Animal Crossing: New Horizons estão descobrindo que a Nintendo adaptou a versão ocidental do jogo para os novos requisitos de fluidez de gênero e representatividade LGBT. Ainda que timidamente, o jogo pode ser o primeiro da marca a incluir personagens gays e lésbicas.

No jogo recém-lançado para o Switch, um personagem, CJ, faz várias referências a seu “parceiro” masculino, Flick. Em outra parte da ilha, a gatinha Merry conta sobre uma comédia romântica que leu sobre duas princesas lésbicas.

Animal Crossing: New Horizons também trouxe outras alterações projetadas para aumentar a inclusão, incluindo a remoção da classificação de gênero binária menino e menina e a capacidade dos personagens de usar todos os tipos de roupas.

No entanto, a maioria dessas mudanças estão ausentes na versão japonesa do jogo, que inclui opções binárias de gênero e nenhuma das referências a personagens LGBT.

Na versão japonesa, CJ menciona um amigo artista ao invés de seu parceiro da versão americana. A única possível concessão à agenda LGBT da versão nipônica seria a possibilidade de vestir o personagem com as roupas que o jogador quiser.

Esta não é a primeira iniciativa de inclusão LGBT feita pela Nintendo. Em Fire Emblem: Three Houses, os jogadores têm a opção de juntar personagens do mesmo sexo em romances, mas essa é uma escolha do próprio jogador e não parte do enredo principal.

Já Animal Crossing: New Leaf, lançado em 2013, apresenta dois personagens masculinos – Gracie e Saharah – que na versão japonesa falam de “maneira extremamente feminina”, de acordo com o site Legends of Localization, mas na versão ocidental aparecem como personagens do gênero feminino.

A diretora de Animal Crossing: New Horizons, Aya Kyogoku, disse recentemente ao Wall Street Journal que a decisão de adicionar flexibilidade de gênero na versão ocidental “não diz respeito apenas a gênero”, mas se relaciona ao sentimento geral da equipe de que “a sociedade está mudando para valorizar muitas pessoas e identidades diferentes”.

“Basicamente, queríamos criar um jogo em que os usuários não precisassem realmente pensar em gênero ou, se quisessem pensar em gênero, também poderiam”, disse Kyogoku.

Animal Crossing: New Horizons foi lançado na semana passada e é o maior lançamento do Nintendo Switch até o momento no Japão.



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