Meio Ambiente

Queimadas crescem 53% e cientista cobra fiscalização rigorosa

O aumento na incidência de queimadas chega a nível alarmante. Dados comparativos entre os anos de 2007 e 2012 mostram um crescimento de 53,3% nos incêndios florestais. O centro-oeste e o nordeste são as regiões que registraram mais casos.

O aumento na incidência de queimadas chega a nível alarmante. Dados comparativos entre os anos de 2007 e 2012 mostram um crescimento de 53,3% nos incêndios florestais. O centro-oeste e o nordeste são as regiões que registraram mais casos.

As informações foram obtidas a partir de uma compilação de dados feita pelo G1, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Para que o comparativo pudesse ser feito, os dados considerados datam do primeiro semestre de 2007 e do mesmo período em 2012.

Há cinco anos os registros marcavam 26,2 mil focos de incêndios florestais em todo o Brasil. Neste ano, as queimadas já foram 40,2 mil. O aumento absurdo tem explicação. Segundo o pesquisador do Inpe Alberto Setzer, são três fatores principais que colaboram para este cenário: clima seco, agropecuária e a falta de fiscalização.

A baixa precipitação é causada por fenômenos climáticos, entre eles o El Niño, que ocasiona a estiagem em países da América do Sul. No entanto, grande parte das queimadas é iniciada por consequência da ação humana, principalmente por produtores que incendeiam áreas florestadas para posteriormente serem utilizadas para fins agropecuários.

“A expansão da soja e de outras culturas ainda está ocorrendo. Com a questão do Código Florestal, que vai definir as áreas de desmate, muita gente está pensando que vai ser anistiada se desmatar. Você percebe uma consequência desta discussão no uso do fogo”, explicou Setzer.

O pesquisador ainda alerta para o fato de que, se os incêndios continuarem a crescer nestes níveis, as queimadas podem chegar a 200 ou 250 mil até o final do ano. Diante disso, ele cobra ações mais efetivas principalmente em relação à fiscalização, para que os criminosos sejam punidos com mais rigor. Com informações do G1.

Redação CicloVivo