Meio Ambiente

Petição online tenta impedir novas construções na orla da praia de Itanhaém

Além de combater as ameaças no ecossistema marinho, o grupo também busca impedir o sombreamento na areia das praias.

Uma petição na internet quer impedir a construção de prédios e edificações que possuam mais de três pavimentos na orla das praias de Itanhaém, município da baixada santista em São Paulo. O documento elenca 15 possíveis consequências da verticalização nesses locais.

A ONG Ecosurf é a responsável pela petição que já reúne quase 10 mil assinaturas. Em setembro, a mesma organização, lançou um mapa colaborativo que denuncia crimes ambientais no munícipio. Agora, a ideia é pressionar o prefeito de Itanhaém, Marco Aurélio Gomes, para que sejam protegidos os 26 quilômetros do litoral do município. Além de combater as ameaças no ecossistema marinho, o grupo também busca impedir o sombreamento na areia das praias.

O texto ainda chama atenção para o fato de a orla ser o principal atrativo turístico da cidade e o impacto econômico negativo que as construções podem representar para o comércio local.

“A cidade de Itanhaém está passando por um processo histórico de franca expansão e especulação imobiliária através do anúncio e da chegada de empreendimentos residenciais, que estão invadindo toda a orla do município. A cidade que se destaca pelo seu patrimônio histórico e cultural pode nesta década comprometer a qualidade desses ambientes e exaurir o ganho turístico/econômico que eles trazem no dia-a-dia da população”, diz o texto da petição na platarfoma Change.

A Ecosurf ainda listou uma série de impactos negativos em consequência da verticalização na orla das praias. Entre entres, está a perda da ventilação natural, ocasionando aumento da temperatura em até quatro graus e formando ilhas de calor; a projeção de sombras sobre as residências da vizinhança, com perda parcial da insolação natural e a projeção de sombras sobre a areia da praia, que devem comprometer o ecossistema e o uso do ambiente para recreação, comércio e turismo.

Além dos aspectos ambientais, a ONG também chama atenção para um possível aumento do contingente de favelas, ocupações irregulares e invasões de áreas públicas – partindo do pressuposto que trabalhadores de grandes obras tendem a se fixar na cidade e, na inexistência de alternativas habitacionais, encontram nesses meios uma forma de obter moradia.

Para assinar a petição ou saber mais detalhes, clique aqui.

Redação CicloVivo